| Caixa vai dispensar 2 mil trabalhadores
17-06-2016 - N.A.
Luís Marques Mendes revelou que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai sofrer “um plano de reestruturação muito exigente”, que inclui a dispensa de dois mil trabalhadores.
No seu comentário semanal, Marques Mendes revelou que a dispensa de dois mil trabalhadores, que consta do plano de reestruturação que está a ser preparado, deverá ocorrer em três anos.
Finalmente, disse Marques Mendes, “vai haver um plano de restruturação muito exigente, com uma redução de pessoal muito significativa, de pelo menos dois mil trabalhadores, até 2019, através de rescisões amigáveis”.
“Isto é uma medida muito violenta. Espero que seja com compensações generosas, porque em três anos fazer uma redução desta natureza é socialmente muito violento”, explicou o social-democrata.
O comentador da SIC afirmou que este plano será levado a cabo pela nova administração, liderada por António Domingues, que “vai entrar em funções em julho” e terá sete membros executivos e 12 não-executivos.
“Entre os não-executivos haverá pelo menos dois que são ex-CEO de bancos estrangeiros”, descreveu o ex-líder social-democrata, acrescentando que este “conhecimento da banca estrangeira” poderá ser útil ao banco português.
Marques Mendes confirma ainda que “o valor do aumento de capital vai ser na ordem de quatro mil milhões, o que, a acrescentar aos dois mil milhões de euros anteriores, já dá seis mil milhões“.
Este valor refere-se ao último aumento de capital da Caixa de 2,4 mil milhões, elevando os aumentos de capital com dinheiro do Estado a 6,4 mil milhões.
Por fim, “a outra orientação desse plano de reestruturação é por via do encerramento ou venda de participadas que a Caixa tem no estrangeiro, designadamente em Espanha”, disse Marques Mendes.
“Sucursais, delegações lá fora serão para encerrar ou vender“, com exceção da presença da CGD em África.
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