| Governo proíbe bolos, refrigerantes e snacks nos hospitais
10-06-2016 - N.A.
Os hospitais e os centros de saúde públicos têm, a partir de hoje, seis meses para retirarem das máquinas de venda automática alimentos “prejudiciais à saúde”, como os bolos, salgados, snacks e refrigerantes.
Entrou em vigor, esta terça-feira, o despacho do Ministério da Saúde que obriga as entidades do Serviço Nacional de Saúde a não disponibilizarem “produtos prejudiciais à saúde”, através das máquinas de venda automática.
Centros de saúde, hospitais, unidades locais de saúde e demais entidades do SNS têm, assim, seis meses para negociarem com os fornecedores novos contratos, “se tal não implicar o pagamento de indemnizações ou de outras penalizações”, sublinha o ministério, segundo citação do jornal Público.
Este despacho é a concretização da ideia apresentada pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes , na Comissão Parlamentar de Saúde, no passado mês de maio.
Entre os alimentos proibidos constam salgados, folhados, produtos de charcutaria, guloseimas, snacks , batatas fritas, sandes de presunto, bolas de Berlim e donuts .
O ministério também não quer refrigerantes nem bebidas energéticas ou com álcool nos serviços de saúde, nem tão pouco chocolates com embalagens superiores a 50 gramas ou refeições de alto teor calórico como, por exemplo, cachorros quentes, hambúrgueres ou pizzas.
Nos novos contratos com os fornecedores deve ainda ficar definida a venda de alimentos com teor de açúcar reduzido nas bebidas quentes e a aposta em alternativas como leite, iogurtes, sumos de frutas, pão, peixes de conserva e fruta, escreve o Público.
Estas orientações, que visam promover uma alimentação mais saudável entre os portugueses, vão entrar em vigor de forma faseada para permitir às entidades do SNS adaptarem-se.
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