| Ex-Director-Geral das artes está revoltado e pede explicações a Costa
03-06-2016 - Lusa
Exonerado do cargo de Director-geral das Artes, Carlos Moura-Carvalho confessa-se “revoltado” e critica a decisão do Ministério da Cultura, considerando que “põe em causa os concursos públicos” e que já pediu explicações ao primeiro-ministro.
A exoneração de Carlos Moura-Carvalho foi decidida pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Mendes, e tem efeitos a partir desta terça-feira, 31 de Maio. Ele tinha sido nomeado para o cargo por concurso público , para uma comissão de cinco anos, e sai do organismo que coordena e executa as políticas de apoio às artes ao cabo de 10 meses de trabalho.
Moura-Carvalho questiona o processo de afastamento e lamenta que “põe em causa todo este mecanismo dos concursos públicos”, em declarações à Rádio Renascença.
“ Com que legitimidade é que agora nos vamos candidatar a qualquer concurso público, como é que é, há garantia de que a pessoa fica pelo mandato para que vai ser escolhido ou é interrompido de uma forma muito pouco fundamentada, sem razões de fundo”, atesta Moura-Carvalho, assumindo também que não entende em que é que ele e o ministro da Cultura podem “estar divergentes”.
“Revolta-me e entristece-me porque é uma mudança às regras a meio do jogo “, diz ainda Moura-Carvalho, sublinhando que estava “à espera que houvesse uma palavra, um elogio ao trabalho que foi feito”, o que diz não ter acontecido. Assim, revela que enviou uma carta a António Costa, pedindo explicações para este processo.
O secretário de Estado da Cultura não prestou quaisquer esclarecimentos sobre o caso, mas uma fonte da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP), responsável pelo lançamento dos concursos públicos, refere à Renascença “ estranhar a exoneração de Moura-Carvalho , bem como as nomeações provisórias que o Governo tem vindo a fazer, uma vez que a comissão tem forma de fazer os concursos em tempo útil”.
Lusa
Voltar |