| Hospital de Santarém: 15 chefes de cirurgia demitem-se e metade do bloco encerrado
20-05-2016 - Ana Bela Ferreira
Bloco operatório do Hospital de Santarém está encerrado depois da demissão de 15 chefes do serviço de cirurgia se terem demitido, denunciando falta de condições de segurança.
O Hospital de Santarém tem apenas metade do bloco operatório a funcionar, na sequência da demissão de 15 chefes do serviço de cirurgia, indica a RTP. Esta intenção já teria sido deixada pelos responsáveis numa reunião na sexta-feira com a administração. Os profissionais queixam-se de falta de condições de segurança.
À RTP, o administrador do hospital, José Rianço Josué, garantiu que as salas que estão a funcionar têm todas as condições e que a segurança dos doentes não está comprometida. Explicou ainda que esta situação está identificada há três anos. O responsável admite, no entanto, que a unidade hospitalar está a funcionar com "menos salas do que necessitávamos".
Já o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, disse à TSF que o que se passa em Santarém é semelhante "aquilo que está a acontecer nos hospitais distritais de média dimensão, que têm uma capacidade de resposta razoável, mas que há medida que o tempo tem acontecido está a fazer que não haja capacidade para atrair médicos". Uma realidade à qual se junta, acrescenta, "menos verba para os hospitais e mais encargos". Tudo junto leva a que por isso, em Santarém, se viva uma "situação de pré-calamidade anunciada".
O SIM refere que há um ano reuniu com a administração onde terá sido referido que havida dinheiro para as obras. Hoje a questão vai ser novamente levantada junto da administração, apontou Jorge Roque da Cunha.
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