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Autárquicas: Televisões não vão fazer cobertura da campanha eleitoral

10-09-2013 - TSF

As três televisões decidiram não fazer a cobertura das eleições autárquicas por causa da interpretação que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) faz da lei.

Depois de terem decidido não realizar debates, a TVI, SIC e RTP e os respetivos canais de informação não vão fazer a cobertura da campanha eleitoral para as autárquicas, apenas seguir os líderes partidários.

A lei exige que todas as candidaturas independentemente da sua dimensão ou influência tenham igual tratamento por parte dos órgãos de comunicação social.

Os canais televisivos afirmam não ter meios para tal e sublinham que devem existir critérios editoriais para fazer a seleção informativa.

As televisões adiantam que não é uma posição concertada, mas todas preferem não transmitir imagens de arruadas, idas a mercados ou comicíos.

A TSF falou com José Alberto Carvalho, diretor de informação da TVI, que critica a lei e explica o que a televisão decidiu fazer.

«Se forem ações locais de candidatos a determinados concelhos não tenho nem pessoas, nem equipamentos, nem meios, nem tempo de antena disponível para fazer a cobertura integral como determina a CNE baseada numa interpretação da lei, que na minha opinião, é obsoleta», adianta.

José Alberto Carvalho realça que a realidade mudou e que no panorama dos media teve alterações «revolucionárias».

«Há dezenas de candidatos com canais de televisão no meo, todos têm páginas oficiais no Facebook e blogs, a mensagem política de cada um dos candidatos tem mais do que caminho e espaço suficiente para se afirmar. E interpretar os media como veículos de propaganda é algo inaceitável em qualquer circunstância, incluindo e sobretudo em campanha eleitoral», acrescenta.

Nas próximas semanas nas seis televisões só vai poder ver-se os lideres partidários mesmo que em ações de campanha a falarem de assuntos de interesse nacional.

Jose Alberto Carvalho garante que a decisão das televsiões não foi concertada. O diretor de informação da RTP Paulo Ferreira confirmou também à TSF esta ideia.

Paulo Ferreira diz que por causa da interpretação restritiva da lei e da limitação de meios o canal do Estado não vai acompanhar em permanência a campanha e a televisão pública terá que fazer uma «cobertura minimalista».

A «visão ortodoxa» da Comissao Nacional de Eleições é que leva as televisões a não fazerem um acompanhamento normal, acrescenta o diretor de informaçao Paulo Ferreira.

TSF

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