| Nova greve de professores já para a semana. Sindicatos avisam: “A partir do meio-dia acabam as aulas! E não há serviços mínimos”
14-04-2023 - Pedro Zagacho Goncalves
Após a reunião com o Ministério da Educação, na semana passada, para início da discussão da “correcção de assimetrias”, por parte da tutela, e recuperação integral do tempo de serviço, exigida pelos sindicatos dos profissionais da educação, ficou agendada já negociação sobre o tema. Ainda assim, a Fenprof e outras oito estruturas sindicais, convocaram uma nova série de greves por distrito, que começam já no dia 17 de abril, dia em que se inicia o 3. período lectivo.
Em comunicado, a Fenprof sublinha que a “palavra de ordem será: A partir do meio-dia acabam as aulas! Há greve e não há serviços mínimos”, para os protestos que percorrerão Portugal de norte a sul, começando no Porto.
A estrutura sindical começa por referir a previsão de que mais de 3500 professores se aposentem este ano, agravando o problema de falta de docentes nas escolas nacionais, e referindo que a carreira não é atractiva nem capaz de captar jovens que queriam ingressar na profissão.
“Só há uma forma de estancar a saída precoce da profissão, recuperar os que já abandonaram e atrair jovens para os cursos de formação: valorizar uma profissão que, de forma crescente, tem perdido atractividade. Não é o que o Ministério da Educação está a fazer. Pelo contrário, nas reuniões negociais em curso, as propostas do ME não vão nesse sentido e só não se concretizam todas as intenções manifestadas pelo ministro porque os professores têm mantido uma luta como há muito não se verificava”, assinala a Fenprof,
O sindicato afirma que a proposta da tutela não prevê a recuperação integral do tempo de serviço dos docentes, de seis anos, seis meses e 23 dias em que esteve congelada a contagem, e que “também não prevê eliminar as vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões”.
Assim, e sustentando a necessidade de garantir o futuro da Escola Pública, a Fenprof diz que o “diploma de concursos que se encontra em apreciação na Presidência da República deverá merecer, de novo, negociação sindical” e que a proposta do Ministério da Educação sobre a carreira docente “deverá evoluir para o fim das vagas para todos os docentes, isto é, a eliminação daqueles obstáculos à progressão, e para o reposicionamento de todos os docentes na carreira de acordo com a contagem integral do tempo de serviço que cumpriram”.
No final desta semana ocorrerá nova reunião técnica no Ministério da Educação, sobre o tema da carreira docente.
Fonte: Sapo.pt
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