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Rússia: “Conseguimos destruir os EUA”

31-03-2023 - Zap

Nova ameaça, desta vez na voz de Nikolai Patrushev. Entretanto, a Rússia está cada vez mais activa no extremo Oriente.

A Rússia volta a lançar uma ameaça para o exterior, desta vez avisando que é capaz de destruir os Estados Unidos da América.

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, deixou a indicação: as armas que a Rússia tem, apesar de ser um país “paciente”, conseguem destruir qualquer país.

“Esquecendo as lições da história, alguns no Ocidente já falam em vingança, o que levará a uma vitória militar sobre a Rússia. Para isso, podemos dizer uma coisa”, começou.

“A Rússia é paciente e não intimida ninguém com a sua vantagem militar. Mas tem armas modernas e únicas capazes de destruir qualquer adversário, incluindo os Estados Unidos, no caso de uma ameaça à sua existência”, comentou, entrevista ao jornal Rossiiskaya Gazeta.

“Os políticos americanos estão presos pela sua própria propaganda e continuam confiantes de que, no caso de um conflito directo com a Rússia, os Estados Unidos são capazes de lançar um ataque preventivo com mísseis, após o qual a Rússia já não será capaz de responder“, continuou a descrever Patrushev.

No entanto, o desfecho não seria esse, avisa: “Isso é uma estupidez míope, e muito perigoso”.

Armas nucleares na Bielorrússia

O Kremlin estabeleceu um acordo que prevê colocar armas nucleares tácticas na Bielorrússia; e as críticas do Ocidente “não podem mudar esses planos”, reagiu Dmitry Peskov.

O porta-voz do Governo russo começou por dizer que este acordo “não tem nada de extraordinário”, até porque os EUA “têm vindo a fazê-lo há décadas”.

“Há muito tempo que os Estados Unidos implantaram as suas armas nucleares tácticas no território dos seus aliados. Se a minha memória não me falha, em seis países: Alemanha, Turquia, Países Baixos, Bélgica, Itália e Grécia”, argumentou Peskov.

Mísseis no mar do Japão

Entretanto, a Rússia simulou um ataque e escolheu novamente o mar do Japão como zona de testes.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, foram enviados dois mísseis supersónicos anti-navio contra um alvo localizado a cerca de 100 quilómetros. Não foram reveladas as coordenadas exactas.

“Os navios de mísseis da Frota do Pacífico dispararam mísseis de cruzeiro Moskit contra um alvo inimigo marítimo simulado nas águas do mar do Japão”, lê-se no Telegram oficial do ministério liderado por Sergei Shoigu.

Estes mísseis Moskit conseguem transportar ogivas convencionais e nucleares e atingir alvos localizados a mais de 120 quilómetros de distância.

Tasuku Matsuki, representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, já reagiu: “Estamos preocupados com o aumento das actividades militares da Rússia à volta da sua costa e estamos a observá-las com grande interesse”.

O ministro Yoshimasa Hayashi considera que, enquanto a invasão à Ucrânia prossegue, “as forças russas estão cada vez mais activas no extremo Oriente, incluindo na vizinhança do Japão”, analisou em conferência de imprensa, citado na agência Reuters.

 

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