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Biden diz que Israel não pode seguir este caminho, Netanyahu responde que Israel não age sob pressão

31-03-2023 - Maria João Guimarães

O Presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro israelita mostram estar em desacordo. Washington muito crítico da reforma judicial.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deveria abandonar os planos para uma reforma judicial, que o Governo israelita suspendeu, mas não abandonou.

“Espero que desista dela”, disse Biden em conferência de imprensa, ao responder a uma pergunta sobre a reforma judicial. “Israel não pode continuar neste caminho”, acrescentou, citado pela agência Reuters.

O primeiro-ministro israelita não demorou a responder, numa inusitada declaração, tendo em conta a hora (já era noite em Israel), e ainda pelo tom: “Israel é um país soberano que toma as suas próprias decisões pela vontade do seu povo e não com base em pressões de fora, incluindo do melhor dos amigos”, declarou.

Netanyahu e Biden conhecem-se há décadas e têm uma boa relação pessoal, mas os Estados Unidos vêem com preocupação a instabilidade que a reforma judicial está a causar, enfraquecendo o país (com consequências para a economia e até para a sua capacidade de defesa, com um movimento anti-reforma importante entre os reservistas das Forças Armadas) e os seus potenciais efeitos na democracia israelita.

A Casa Branca anunciou que convidaria em breve Netanyahu para uma visita após a suspensão da reforma, mas não deu uma data, o que foi visto como um adiamento do convite até que a reforma fosse afastada definitivamente, disse o jornalista Barak Ravid do site Axios.

Entre as medidas desta reforma está uma que faria com que os juízes do Supremo fossem escolhidos apenas pelo poder político (actualmente são por uma comissão mista que inclui magistrados, advogados e políticos), e outra em que o Parlamento poderia, por uma maioria simples (61 em 120), aprovar leis mesmo que tivessem sido revogadas pelo Supremo, tirando assim ao tribunal o seu poder de contra peso. O Supremo tem garantido direitos a grupos como mulheres ou minorias.

Enquanto isso, num clima de suspeição, ocorreu o primeiro encontro entre o Governo e a oposição, sob a égide do Presidente, Isaac Herzog, descrito como tendo decorrido sem conversações substanciais.

Também não era entretanto claro o que tinha acontecido ao ministro da Defesa, Yoav Galant. Foi a declaração de Netanyahu de que tinha despedido o ministro – que avisara para os efeitos da reforma na prontidão das Forças Armadas e a descreveu como um perigo para a segurança do Estado – que levou a protestos gigantescos e a uma greve geral inédita em Israel na segunda-feira, na sequência dos quais Netanyahu anunciou a suspensão da reforma.

Netanyahu afirmou que o afastou, mas não enviou uma carta de despedimento, e o ministro terá entretanto dito que não sairia. Uma carta de demissão deveria ter efeitos em 48 horas, mas como não foi enviada, o ministro continuava no seu posto.

Fonte; Publico.pt

 

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