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Vêm aí mais dois partidos políticos em Portugal

17-02-2023 - ZAP

Os dois novos movimentos são liberais em questões económicas e nasceram de cisões no Volt e na Aliança.

Há dois novos movimentos políticos em Portugal com ambições para se tornarem partidos — o Partido Democrático Europeu (PDE) e a Nova Direita (ND).

O primeiro afirma-se “sem ideologia” enquanto que o segundo se assume como conservador.  Ambos são liberais na economia , na imigração e na defesa do direitos LGBT, mas distinguem-se na política externa, com o PDE a defender o federalismo europeu e a ND e a focar-se mais nas relações com os países de língua portuguesa.

PDE nasceu de uma cisão do Volt , com a saída do antigo líder Tiago Matos Gomes, que fundou o novo movimento. Já a ND também foi criado por um rosto associado a um outro partido — Ossanda Liber, que foi cabeça de lista do círculo europeu pela Aliança nas legislativas de 2022.

Ossanda Liber afirma ao  Público  que, no espetro ideológico, a Nova Direita se encontra à direita do PSD, mas à esquerda do Chega e admite que o objetivo é que o partido  seja um novo CDS .

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“Temos tido muita aproximação de eleitorado do CDS, mas queremos também conquistar os jovens que se iludiram com uma IL que é marketing e que na prática não traz nada de novo a Portugal”, atira. Sobre a possibilidade de uma aliança com a extrema-direita, a líder garante que  não há “linhas vermelhas com o Chega” . “Quem somos nós para não aceitar?”, pergunta retoricamente.

O PDE, por sua vez, afirma ser o “ primeiro partido abertamente de centro ” e estará, por isso, entre o PS e o PSD. “É um partido pragmático e objetivo que se baseia na evidência científica das próprias medidas”, explica Tiago Matos Gomes sobre a ausência de uma espinha ideológica assumida.

Ambos os movimentos estão agora a  recolher as 7500 assinaturas  de que precisam para poderem formalizar-se junto do Tribunal Constitucional e começar oficialmente o seu trabalho como partidos.

O PDE ainda está longe do objetivo, mas a ND já está a terminar o processo e quer entregar as assinaturas a 8 de Março, no dia da mulher, uma escolha da data “simbólica” que servirá para “motivar mais mulheres a aderirem à política”.

 

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