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Abriu a caça ao lobo. Ursula von der Leyen lidera a batida

20-01-2023 - Diogo Barreto

Um lobo matou o pónei de 30 anos da presidente da Comissão Europeia. Daqui a 14 dias termina a licença de caça ao lobo.

No histórico embate entre uma alface e Liz Truss, a primeira-ministra britânica saiu derrotada. Mas agora os holofotes estão virados para o "combate" entre Ursula von der Leyen e o lobo que matou Dolly, o seu pónei de 30 anos. Foi aberta a caça ao lobo e estará válida até 31 de janeiro. Será que a presidente da Comissão Europeia vai conseguir vingar a morte do seu animal de estimação?

Na noite de 1 de setembro do ano passado, um lobo entrou dentro de uma quinta no norte da Alemanha, fazendo uma vítima: Dolly, o pónei de 30 anos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Este ato de caça fez com que o lobo GW950m (o nome de código do animal) entrasse na lista de animais a abater, sendo que a ordem para o matar termina a 31 de janeiro (daqui a 14 dias). Quem irá ganhar? A presidente da Comissão Europeia, ou o lobo? O Politico já começou a contagem decrescente.

Dolly foi morta a 100 metros da casa de campo da presidente da Comissão Europeia e Ursula von der Leyen ordenou a instauração de um inquérito aos relatos "crescentes" de ataques de lobos ao gado na Europa. A aproximação dos lobos a zonas residenciais — e ataques a animais de quinta — têm sido relatados, por exemplo, na região alemã da Baixa Saxónia, onde o pónei da família da presidente da Comissão foi atacado.

"Tem havido numerosos relatos de ataques de lobos a animais, bem como dos riscos acrescidos para a população local. Compreensivelmente, esta situação levanta questões nas regiões afetadas sobre se o atual estatuto de proteção dos lobos é justificado", escreveu von der Leyen numa carta endereçada aos eurodeputados democratas-cristãos da CE.

No caso de von der Leyen, as autoridades locais suspeitaram de um lobo, denominado GW950m, também responsável por outras mortes de animais na região. A polícia forense, através de análise de ADN, confirmou que o responsável pela morte de Dolly tinha também já sido o autor de outros ataques na área. Em dezembro, a porta-voz do governo regional de Hannover confirmou que tinha sido aberto um "pedido de exceção especial às leis das espécies protegidas" e publicada uma permissão para abater o lobo GW950m. Questionada pelo jornal  Politico  se esta permissão estava relacionada com a morte do pónei dos von der Leyen, Christina Kreutz garantiu que a morte de Dolly "não foi o motivo" da decisão sobre este lobo, indicando que a data da submissão do pedido foi 31 de agosto, véspera da morte do pónei.

Na região natal de Von der Leyen, a população de lobos estava a diminuir progressivamente até há cerca de 15 anos, quando os esforços de conservação inverteram a tendência. No entanto, de acordo com a publicação, os produtores alemães queixam-se há vários anos dos ataques aos seus animais. Atualmente, há cerca de 1.200 lobos à solta na Alemanha.

Desde que foi lançada a ordem de morte do lobo, o Parlamento Europeu (PE) pediu, em novembro do ano passado, que a Comissão Europeia revisse as regras que protegem grandes predadores – como o lobo, o urso e o lince -, nomeadamente em zonas rurais. Os eurodeputados argumentam que o número de várias espécies estritamente protegidas de grandes carnívoros tem vindo a aumentar na União Europeia, defendendo que os agricultores, rebanhos e manadas precisam de ser protegidos contra os mesmos. A resolução foi aprovada por 306 votos a favor, 225 contra e 25 abstenções. Na resolução é destacado o impacto negativo dos ataques de lobos ao gado, que também estão a aproximar-se muito dos seres humanos, salientando a necessidade de ser encontrado o equilíbrio certo entre a coexistência de seres humanos, gado e grandes carnívoros.

A organização WWF reagiu à aprovação desta resolução salientando que o PE entra em "contradição direta com os dados científicos que mostram que, apesar da recuperação de muitas populações", os grandes predadores continuam a ser ameaçados pela caça furtiva e a degradação e fragmentação dos seus  habitats .

Recentemente, na Suécia, foi aprovada uma diretiva que dá mais liberdade à caça ao lobo. Os caçadores suecos receberam autorização para matar até 75 lobos como forma de reduzir a população que já ameaçava gado e até a população. O último censo dava conta de cerca de 460 lobos na Suécia, mas o relatório relatava que esta pequena população tinha um impacto bastante negativo na população.

Fonte: Revista Sábado

 

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