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Kremlin envia para o Atlântico fragata armada com mísseis hipersónicos

06-01-2023 - NaoM

O destacamento desta fragata, agora oficializado, pode agravar as tensões entre a Rússia e o Ocidente.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a ida de uma fragata armada com mísseis de cruzeiro hipersónicos Zircon em direcção aos Oceanos Atlântico e Índico, está a reportar a Reuters.

A informação foi avançada numa videoconferência que contou com a participação do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, e do comandante da fragata 'Almirante da Frota da União Soviética Gorshkov', Igor Krokhmal, no contexto da qual Vladimir Putin anunciou que o navio estava guarnecido com armas hipersónicas Zircon.

"Desta vez, o navio está equipado com o mais recente sistema de mísseis hipersónicos - os 'Zircon' - que são incomparáveis", considerou o chefe de Estado russo.

O ministro Sergei Shoigu explicou ainda que a embarcação vai navegar pelos Oceanos Atlântico e Índico, bem como pelo Mar Mediterrâneo. Segundo o governante, devido à guarnição de armamento presente no navio, o mesmo é "capaz de realizar ataques pontuais e poderosos contra o inimigo, tanto em direcção ao mar, como a terra".

O ministro da Defesa da Rússia explicou ainda que estes mísseis hipersónicos tinham a capacidade de ultrapassar qualquer sistema de defesa antimísseis. Isto porque navegam a nove vezes a velocidade do som e possuem um alcance de mais de mil quilómetros, acrescentou.

O chefe de Estado russo, na sua intervenção, desejou ainda "à tripulação do navio sucesso no seu serviço para o bem da Pátria Mãe".

O anúncio surge numa altura em que, à semelhança do que acontece com a Rússia, também a China e os Estados Unidos estão numa autêntica 'corrida' ao armamento hipersónico - bastante cobiçado devido à sua elevada velocidade e manobralidade. Além do mais, o alvo deste tipo de armas é, também, muito mais difícil de calcular do que o de mísseis balísticos intercontinentais, explica a Reuters.

O destacamento desta fragata, agora oficializado, pode asseverar as tensões entre a Rússia e o Ocidente, numa altura em que continuam a existir receios acerca de uma eventual propagação do conflito para fora de território ucraniano.

A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de Fevereiro, matou já, pelo menos, 6.884 civis, com outros 10.947 a terem ficado feridos, segundo os cálculos mais recentes da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

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