| “Que se passa?” – reclusos ganham 500 mil euros em Alcoentre
06-01-2023 - ZAP
Com ajuda de diversos cúmplices fora da prisão, os suspeitos recorreram ao já conhecido esquema MB Way.
A prisão de Vale de Judeus (Alcoentre), palco da fuga de 89 agentes da PIDE noutros fados, agora foi palco de um sistema de burla elaborado por dois reclusos.
O caso surge nesta terça-feira no jornal Correio da Manhã; os reclusos receberam mais de 500 mil euros.
Os suspeitos, mesmo estando dentro da prisão, conseguiram fingir que trabalhavam em empresas nas áreas da construção, hotelaria, transportes e seguros.
Simulavam encomendas de mercadorias e contratação de serviços. Recebiam dinheiro através de MB Way e, claro, tiveram ajuda de diversos cúmplices no exterior.
Um dos reclusos em causa é Allan Sharif, o “génio do crime” que assaltou um banco nos EUA com uma ameaça de bomba. O outro é José Coelho, também detido em Alcoentre.
Os dois conseguiram, entre Julho de 2019 e Maio de 2020, convencer elementos de outras empresas a aderir ao MB Way – diziam que iam pagar supostas encomendas através desse serviço.
Mas, tal como acontece noutros casos, ao associar o seu MB Way a um número de telemóvel (do criminoso), a vítima estava a permitir que o recluso – ou um cúmplice – tivesse acesso à sua conta bancária.
Ao todo, foram enganadas com este método 60 pessoas ou empresas.
E, mesmo quando foram descobertos, os reclusos prolongaram o esquema de burla, visando sobretudo taxistas e empresas de transportes – alegavam que tinham um cliente retido no estrangeiro e o taxista teria de pagar despesas (falsas), como supostos testes à COVID-19.
O inquérito principal decorre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal.
Fonte: ZAP
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