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Ucrânia: "Tudo será reconstruído" garante Draghi

17-06-2022 - Jornal de Negócios

Draghi está de visita à Ucrânia numa comitiva que conta com o chanceler alemão e os presidentes francês e romeno.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, disse esta quintafeira, durante uma visita a Irpin, nos arredores de Kiev, que "tudo será reconstruído" na Ucrânia, país invadido pelas forças russas.

"Vamos reconstruir tudo" , garantiu o primeiro-ministro italiano.

Os russos "destruíram jardins de infância, parques infantis. Tudo será reconstruído" , disse Draghi aos jornalistas, depois de passear pelas ruas destruídas de Irpin ao lado do Presidente francês, Emmanuel Macron, do chanceler alemão, Olaf Scholz, e do Presidente romeno, Klaus Iohannis.

"Muito do que (os ucranianos) me disseram é sobre reconstrução" , continuou Draghi, referindo-se à "esperança" para "o que querem fazer no futuro".

Draghi está de visita à Ucrânia numa comitiva que conta com o chanceler alemão e os presidentes francês e romeno.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje, durante a visita a Irpin, que a Ucrânia "deve ser capaz de resistir e de vencer" e garantiu que a França está do lado dos ucranianos.

O objetivo desta visita é transmitir "uma mensagem de unidade europeia aos ucranianos", afirmou Macron ao chegar à capital da Ucrânia, país alvo de uma ofensiva militar da Rússia desde 24 de fevereiro.

Os líderes europeus chegaram a Kiev onde participarão num encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Pelo seu lado, Olaf Scholz afirmou à imprensa alemã, pouco antes da sua chegada a Kiev, que o objetivo da sua viagem é garantir a solidariedade e a continuidade do apoio à Ucrânia perante a invasão russa.

"Não só queremos demonstrar solidariedade, como garantir também que a ajuda que estamos a organizar – financeira, humanitária, mas também de armamento – continuará. E que continuaremos com ela quanto tempo seja necessário para a luta pela independência da Ucrânia" , disse.

Macron, Scholz e Draghi viajaram juntos durante toda a noite num comboio especial que partiu de uma estação na Polónia, não identificada, de acordo com imagens divulgadas por meios de comunicação alemães e italianos.

Os dirigentes viajaram cada um na sua carruagem, mas mantiveram uma reunião de cerca de duas horas para preparar um encontro com Zelensky, informou a agência italiana ANSA.

Esta viagem acontece num momento chave, poucos dias antes do Conselho Europeu de 23 e 24 de junho, do qual a Ucrânia espera um gesto simbólico muito forte, com o apoio da candidatura deste país à União Europeia.

O Palácio do Eliseu insistiu que falta encontrar "um equilíbrio entre as aspirações ucranianas" e as de outros países candidatos à entrada na UE já envolvidos em negociações, além de que "não há que desestabilizar nem fraturar a UE".

 

 

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