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Empresas portuguesas temem risco de falha na cadeia de fornecimento

29-04-2022 - Mónica Costa

Pandemia caiu para o quarto lugar no ranking das preocupações dos empresários, no estudo "A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2022", da Marsh Portugal, que analisa principais preocupações de risco de empresas nacionais.

A possibilidade de existir uma falha na cadeia de fornecimento, durante este ano, é o risco que mais preocupa as empresas portuguesas. Esta é uma das conclusões do estudo da Marsh Portugal (uma empresa de seguros e consultoria de risco), divulgado esta quarta-feira, que refere que esta hipótese ocupava anteriormente o nono lugar, com 16%, e escalou para o principal preocupação das empresas, com 58%.

O estudo "A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2022" revela ainda que os ataques cibernéticos - que nos últimos quatro anos ocupou o topo da lista - são o segundo risco que as empresas mais temem, seguidos da instabilidade política ou social que, com 45%, ocupa o terceiro lugar. "A pandemia, que estava em segundo lugar, está agora em quarto (36%), seguido da retenção de talentos (34%)", revela a Marsh, em comunicado.

A nível mundial, é a possibilidade de existirem falhas de medidas de cibersegurança que ocupa o primeiro lugar nos riscos que as empresas mais temem. Mais de metade das empresas inquiridas (51%) acreditam que este é o "principal risco que o mundo poderá vir a enfrentar em 2022, ainda que imediatamente seguido pela pandemia/propagação rápida de doenças infecciosas com 48%".

Em terceiro lugar vem o receio dos choques dos preços dos produtos (47%), seguido da preocupação com o risco da inflação, com 45%.

Os eventos climáticos extremos mantêm-se no grupo dos principais riscos, este ano em quinto lugar, destacado por 40% das empresas.

Fernando Chaves, Risk Specialist da Marsh Portugal, declara ser fundamental existir uma mobilização para uma ação climática e que exista uma transição energética. "As organizações têm de ponderar um maior número de cenários de risco, considerando até os mais imprevisíveis. O futuro das gerações mais novas está nas mãos das soluções que construirmos agora", frisa.

Apesar da alteração de posição dos riscos ambientais no ranking deste ano, com alguma perda de destaque face a outros riscos de curto prazo, 55% das empresas portuguesas afirmou dar uma maior importância ao tema ambiental, em comparação com 47% em 2021.

No estudo "A Visão das Empresas Portuguesas sobre os Riscos 2022" é possível aferir, ainda, que em relação ao estudo de 2021, os riscos de crises fiscais e financeiras em economias chave, elevado desemprego ou subemprego estrutural, deixaram de ser as principais preocupações das empresas, tendo passado para a 22.ª e 20.ª posição.

Gerir os riscos

Neste último ano, a importância que as empresas dão à gestão de riscos deixou de ser um foco para 14% das organizações (enquanto em 2021 era de 9%). Este número alcança assim os valores que existiam antes da pandemia. No entanto ainda existe uma esmagadora maioria de empresas (86%) que declara "dar a suficiente importância (44%) ou elevada importância (42%) à gestão de riscos", informa ainda o relatório da Marsh. Relativamente ao orçamento disponível para esta área, 37% dos inquiridos diz que o valor aumentou em 2022.

Para Fernando Chaves é a crise que "vivemos dá ainda maior relevo à competitividade entre empresas, dando razão à conhecida ideia de que não é o mais forte que sobrevive, mas o que melhor se adapta às mudanças. Por isso, é crucial apostar cada vez mais em equipas profissionais e multifacetadas em gestão de riscos".

Já no que ao impacto da covid-19 diz respeito, 25% das empresas "afirma não ter sido impactada pela pandemia". No ano passado apenas 16% fez a mesma afirmação. "Destaca-se que 41% dos respondentes sofreram impactos negativos a nível operacional, comparando com 31% no ano anterior, já os impactos negativos financeiros tiveram uma melhoria de 36% em 2021 para 20% este ano", explica o documento. E foram as Operações, os Recursos Humanos e a Logística as áreas mais afetadas, com 41%, 36% e 35%, respetivamente.

Para realizar este estudo que vai na sua oitava edição e que decorreu entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a Marsh contou com a participação de 115 representantes de várias empresas. O objetivo da consultora é "delinear um mapa onde estão identificados os principais riscos considerados pelas empresas portuguesas que mais podem afetar o mundo e a cada uma delas, em particular, durante 2022".

Fonte: Dinheiro Vivo

 

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