| Marine Le Pen tem conferência da imprensa publicada com alegações à sua relação com Vladimir Putin
15-04-2022 - Sapo24
A candidata presidencial de extrema-direita defendeu hoje uma "aproximação estratégica entre a OTAN e a Rússia (...) quando a guerra entre Rússia e Ucrânia terminar e se chegar a um acordo de paz". A sua conferência de imprensa foi interrompida com alegações à sua relação com Vladimir Putin.
Marine Le Pen tem conferência da imprensa publicada com alegações à sua relação com Vladimir Putin
"É pelo bem da França e da Europa, mas também que os Estados Unidos não tenham qualquer interesse em ver um tratado sino-russo", disse a candidatura à Presidência da França, que apresentou hoje a sua visão da política externa do país .
Le Pen ressalvou que não deseja "submissão nem a Moscovo, nem aos Estados Unidos".
Na campanha de 2017, o líder do Reagrupamento Nacional (RN) foi recebido pelo presidente russo, Vladimir Putin e tem sido frequentemente acusado da seus recursos de uma certa proximidade com o governo russo. A conferência de imprensa que deu esta quarta-feira foi, inclusive, interrompida por um grupo de esquerda, que condenou pela sua "complacência" em relação a Putin.
A alegação que estas questões contra ela "são injustamente injustas". "Sou totalmente independente de qualquer relação, de qualquer potência, de qualquer governo de qualquer nacionalidade", declarado.
Marine Le Pen condenou a invasão russa e foi a favor do acolhimento, por parte da França, de refugiados procedentes da Ucrânia. Rejeita, no entanto, a estimativa de economia não pode ser contra Mosco.
A candidatura, também hoje, rebateu a acusações feitas pelo Emmanuel Macron, segundo a qual Le Pen quer tirar a França da União Europeia (UE). "Somos claros europeus", garantiu, ressalvando um "Brexit" não está na sua agenda.
A candidatura disse ser, no entanto, a favor da transformação da UE numa "aliança das europeias (...) respeitosa com as nações livres e soberanas", e não uma "Europa que ameaça e faz chantagem".
A 24 de abril, Le Pen enfrentará as Macros insurgências, na segunda volta das presidenciais francesas. Conforme sondagens divulgadas nesta quarta-feira, Macron está a ampliar a sua vantagem sobre Le Pen e, por enquanto, aparece com entre 53% e 55% das intenções de voto, contra entre 45% e 47% da oposição de extrema direita.
Os dois candidatos intensificam as atividades de campanha desde segunda-feira e, no próximo dia 20, estarão cara em um debate a ser instalada pela televisão.
Ambos conquistaram, sobretudo, o eleitorado do líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, que obteve 22% dos votos na primeira volta, realizado no último domingo.
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