| Acordo energético: gás americano é mais caro e pior para o ambiente. EUA vão aumentar fornecimento de gás à Europa.
01-04-2022 - SIC Noticias
Os Estados Unidos e a União Europeia chegaram a um acordo para reduzir a dependência do gás russo com a compra de gás americano, o GNL ou gás natural liquefeito.
O reforço norte-americano representa, neste momento, apenas um décimo das necessidades europeias, mas o acordo assinado em Bruxelas prevê a triplicação nos próximos anos.
“Vamos trabalhar para que seja possível fornecer 50 mil milhões de metros cúbicos até 2030”, garantiu o Presidente norte-americano, Joe Biden.
Até lá, a Europa terá de investir em plataformas para conseguir receber o gás americano, que é pior para o ambiente e mais caro.
EUA vão passar a fornecer um terço do gás que a Europa comprava à Rússia
As sanções à Rússia e o impacto da guerra na Ucrânia têm dominado o encontro de líderes que contou com a presença de Joe Biden.
O Conselho Europeu voltou a reunir-se na manhã da passada sexta-feira para cumprir o segundo dia de uma agenda dominada pelo impacto da guerra e anunciar um acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia para reduzir a dependência europeia do gás russo.
Joe Biden quer uma cooperação que permita aumentar as reservas e acelerar a transição energética. Os Estados Unidos vão passar a fornecer um terço do gás que, até agora, era comprado pela Europa à Rússia e a meta é atingir os dois terços até ao final do ano.
A Europa quer também o reforço das sanções contra Moscovo.
O Conselho Europeu aprovou ainda a criação de um fundo de solidariedade para a Ucrânia, propondo a realização de uma conferência internacional para angariar financiamento.
Os líderes europeus reconheceram ainda a ambição da Ucrânia em pertencer à União Europeia, que está dependente do parecer da Comissão Europeia, e apelam para que sejam dados todos os apoios aos países membros que recebem refugiados.
Depois de em Bruxelas participar nas cimeiras da NATO, do G7 e da União Europeia, o Presidente dos Estados Unidos parte para dois dias de visita à Polónia. O país já recebeu mais de dois milhões de refugiados desde o início da invasão e tem sido um dos mais activos a pedir aos membros da NATO para considerarem um maior envolvimento no conflito.
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