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Fortes confrontos com forças de ocupação no Norte da Cisjordânia

18-03-2022 - AbrilAbril

Dezenas de palestinianos ficaram feridos em Nablus e Jenin, esta terça-feira, num clima de tensão elevada, depois de as forças israelitas terem morto a tiro três palestinianos na Cisjordânia e no Neguev.

De acordo com fontes locais, grupos da resistência dispararam contra as forças israelitas em Nablus, ontem à noite, quando estas irromperam na zona leste da cidade para proteger centenas de colonos judeus que ocuparam o Túmulo de José.

Pouco depois, grupos de jovens palestinianos bloquearam estradas e lançaram pedras contra as tropas, que responderam com balas de aço revestidas de borracha, granadas atordoantes e bombas de gás lacrimogéneo.

Vários palestinianos ficaram feridos, ao serem atingidos pelos disparos ou sofrendo de asfixia, informa a  PressTV . Além disso, também se registaram confrontos, disparos dos grupos de resistência e feridos entre jovens palestinianos na cidade de Jenin, segundo indica a  Palinfo .

Três jovens palestinianos mortos pelas forças de ocupação num dia

Estes confrontos tiveram lugar num contexto de tensão elevada, depois de as forças israelitas terem morto a tiro três palestinianos – dois na Margem Ocidental ocupada e um no deserto de al-Naqab (Neguev).

Segundo referiu o Ministério palestiniano da Saúde, Nader Rayan, de 17 anos, foi morto com disparos na cabeça, no peito e numa mão, na sequência de uma incursão israelita ao campo de refugiados de Balata, em Nablus.

Por seu lado, Alaa Shaham, com 22 anos, foi morto com um tiro na cabeça pelas forças de ocupação, no âmbito de uma operação no campo de refugiados de Qalandiya, a norte de Jerusalém.

Sanad Salem al-Harbed, de 27 anos, foi morto por uma unidade israelita à paisana na localidade de Rahat, predominantemente beduína, no deserto do Neguev (territórios ocupados em 1948).

Hamas, Jihad Islâmica e Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) condenaram estas acções e apelaram à continuidade da resistência e da luta contra o «ocupante sionista».

Liga Árabe denuncia «crimes israelitas»

Num comunicado emitido ainda ontem, a Liga Árabe apelou aos organismos internacionais, especialmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que assumam as suas responsabilidades e implementem as resoluções respeitantes à protecção do povo palestiniano, refere a agência  WAFA .

A ocupação israelita continua a realizar execuções extrajudiciais e assassinatos premeditados, desrespeitando os mais básicos direitos humanos do povo palestiniano, sendo que o número de jovens e crianças mortos desde o início do ano subiu para 20, sublinhou.

A Liga Árabe também condenou as actividades de expansão dos colonatos israelitas, as demolições de casas, as deslocações forçadas, bem como as detenções de palestinianos, práticas que classificou como «crimes de guerra e crimes contra a humanidade».

 

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