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Inflação na OCDE dispara em Dezembro e atinge valor mais alto em 30 anos

04-02-2022 - Margarida Peixoto

A taxa de inflação homóloga na OCDE atingiu em Dezembro 6,6%, um recorde de 30 anos. Com um valor de 4%, a média de 2021 também foi histórica: foi o registo mais elevado desde o ano 2000.

O índice de preços nos países da OCDE subiu 6,6% em Dezembro de 2021, quando comparado com o mesmo mês de 2020. Este é o valor mais alto de inflação dos últimos 30 anos, assinala a organização, liderada por Mathias Cormann, esta quinta-feira. 

O registo de Dezembro de 2021 foi o mais elevado desde Julho de 1991. A explicar o disparo está, em certa medida, a inflação registada na Turquia, que atingiu os 36,1%. Ainda assim, mesmo excluindo este país do grupo de países da OCDE, a inflação teria sido de 5,6%. 

Em Novembro, a inflação na OCDE tinha sido de 5,9% e um ano antes, em Dezembro de 2020, tinha ficado em apenas 1,2%. 

A explicar a subida homóloga de preços continuam a destacar-se os bens energéticos, cuja inflação foi de 25,6%. Ainda assim, este registo ficou dois pontos percentuais abaixo do verificado em Novembro, revelando alguma cedência. Já nos bens alimentares, a subida foi agora mais acentuada, tendo a inflação chegado aos 6,8%, quando em novembro tinha sido de 5,5%.

Excluindo estas categorias de bens, cujos preços são habitualmente mais voláteis, a inflação subjacente revelou ainda assim um registo acentuado, tendo chegado aos 4,6% em Dezembro, quando um mês antes tinha sido de 3,9%. A OCDE assinala que este sub-índice da inflação contribuiu "de forma significativa" para a inflação global num "grande número de economias", o que pode indiciar já um impacto da subida de preços dos alimentos e da energia nos restantes bens. Esta inflação subjacente é mais duradoura.

No conjunto de 2021, a inflação subiu para 4%, quando em 2020 tinha sido de apenas 1,4%. A taxa de inflação anual é a mais elevada desde o ano 2000. Os preços da energia aumentaram 15,4%, a maior subida desde 1981, mas é de assinalar que em 2020 tinham caído 6,5%. Excluindo os bens alimentares e a energia, a inflação subjacente foi de 2,9%, acima dos 1,8% registados em 2020.

Depois dos confinamentos generalizados em 2020, por causa da pandemia de covid-19, as economias têm sentido impactos elevados da dificuldade de restabelecer as cadeias de fornecimento e de responder ao regresso da procura.

O Banco Central Europeu realiza esta quinta-feira a sua reunião habitual de decisões de política monetária, onde se esperam novas considerações sobre a evolução dos preços nos países da zona euro. Perante a escalada, a discussão sobre a redução da política expansionista tem estado em cima da mesa, bem como o horizonte em que serão de esperar subidas das taxas directoras dos juros.

Fonte: Negocios.pt

 

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