| COP26: Acordo para proteção das florestas garante “mais uma década de desflorestação”
05-11-2021 - Esquerda.net
Os recordistas da desflorestação, Bolsonaro, Xi Jinping e Biden, anunciam novo compromisso para deter desflorestação até 2030. Greenpeace acusa que acordo não passa de luz verde para “mais uma década de desflorestação”.
A declaração anunciada esta terça-feira junta os Estados Unidos da América, China, Austrália, França e Rússia num compromisso para deter a desflorestação até 2030. Não é o primeiro compromisso com este objetivo.
Em 2014, a “Declaração de Nova Iorque sobre as florestas” determinava a redução para metade da desflorestação em 2020, objetivo que não foi alcançado. Desde então, países como o Brasil aceleraram substancialmente a desflorestação das florestas da Amazónia que, em 2021, passou a emitir mais carbono daquele que tem capacidade para absorver.
Atualmente, 23% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa provém de atividades como a agricultura e a indústria madeireira.
Em 2020, a ONU concluiu que todos os objetivos definidos em 2010 para parar a destruição da natureza falharam. Os programas governamentais que ativamente destroem a natureza também não foram reduzidos, com 500 mil milhões de dólares de subsídios governamentais destinados a atividades danosas e que deveriam já ter sido eliminados.
Em contraste, a declaração agora anunciada vem acompanhada de um pacote de apenas 15 mil milhões de dólares para combater a desflorestação, um valor 33 vezes mais baixo do que os subsídios que ativamente destroem a natureza.
“Os povos indígenas exigem que 80% da floresta amazónica seja protegida até 2025, e têm razão, é o que é preciso fazer”, insistiu Carolina Pasquali, responsável da Greenpeace no Brasil.
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