| Inquérito revelação que maioria acha que a corrupção em Portugal aumentou no último ano
15-10-2021 - MadreMedia / Lusa
Mais de metade dos inquiridos num estudo de opinião da Universidade de Lisboa divulgado hoje considera que a corrupção aumentou no último ano, associando políticos e empresários a actos de corrupção.
No estudo, realizado pelo Instituto de Ciências Sociais, 53% dos inquéritos concordou com a ideia de que a aumentação aumentou, opinião mais prevalente entre mulheres, pessoas que se declaram politicamente de esquerda e com níveis de rendimento e instrução intermédios.
A maior parte dos inquiridos acha que uma pandemia fez aumentar as oportunidades para a corrupção, uma ideia que tem mais expressão entre homens, pessoas de direita e instrução e níveis mais elevados.
Questionados sobre a ligação entre profissões e prevalência de corrupção, em média obteve achar que 69 em cada 100 políticos e 51 em cada 100 empresários são corruptos.
Quanto aos funcionários, as respostas apontam para 40% de prevalência de corrupção, valor próximo dos 39% percebidos em relação aos cidadãos em geral.
Entre as palavras que mais associam a corrupção, "política" é aquela que foi mais aplicada, seguida de "dinheiro" e "roubar".
Apenas 7% dos inquiridos que algum funcionário público lhe pediu ou deu um sentido que queria presentes ou favores em troca de serviços ou pedidos um suborno, situações relatadas com mais frequência por pessoas com preços baixos.
A percentagem sobe para 18% quanto a hipóteses em que os inquiridos conhecem pessoas que têm problemas resolvidos com presentes, favores ou subornos.
Apesar de a maioria dizer que a corrupção aumentou no último ano, 73% declara que o fenómeno não afetou "nem mais nem menos" como suas vidas, contra 22% que afirma que o período de pandemia fez com que as suas vidas profissionais ou pessoais Serão mais afetadas.
Apenas 1% enunciado que denunciaria sempre qualquer caso de corrupção de que tomasse conhecimento. Entre as razões para não denunciar, domina a ideia de que seria inútil (33%), de que o tempo e o custo não compensam (17%), medo de represálias (15%) e desconhecimento da autoridade a quem recorrer (10%) .
Quando confrontados com hipóteses hipotéticas no âmbito de cargos políticos e públicos, os inquiridos associaram a corrupção atos que não cabem na definição penal, como abuso de poder ou peculato.
A pesquisa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, assente em 1.020 características presenciais, foi realizada entre dezembro de 2020 e abril de 2021.
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