| Medina apresentou as suas promessas com ataques a Moedas (e Pedro Nuno Santos como trunfo)
03-09-2021 - Ana Isabel Moura
Na terça-feira, Fernando Medina esteve a apresentar o seu programa eleitoral para gerir por mais quatro anos a Câmara de Lisboa. Para o Governo, em especial para Pedro Nuno Santos, seguem algumas pressões.
Fernando Medina , Presidente da Câmara de Lisboa, já tinha avançado em julho algumas das principais medidas da sua recandidatura, mas ontem formalizou essas ideias durante a apresentação oficial do seu programa eleitoral, tendo lançado também alguns ataques ao candidato do PSD, e seu principal opositor, Carlos Moedas .
No Cineteatro Capitólio, o socialista começou por destacar os problemas provocados pela pandemia , classificando-a como “o evento que nos atrasou perturbou e ainda marca a nossa vida coletiva”.
Numa referência às medidas que tem na área da ação climática , Medina começou por dizer que “a maior fonte de emissões em Lisboa está no setor dos transportes” e aproveitou o tema para lançar algumas farpas ao seu adversário .
Sem se dirigir diretamente a Moedas, o recandidato à capital acusou-o de estar a “estimular a utilização do transporte individual na cidade de Lisboa“. Neste quadro, Medina referia-se à medida do social-democrata que passa pela redução do preço do estacionamento em Lisboa.
Relativamente à questão da habitação , o socialista defendeu que a sua “opção política é uma grande marca da diferença dos programas e que “é preciso construir uma política contra os dogmas”. Nesta matéria, o objetivo é “assegurar aos jovens e famílias casas a preços que podem pagar”, refere Medina, alertando que Lisboa vai ter “como permanentes as tensões sobre o mercado imobiliário que as grandes cidades apresentam”.
Mais uma vez, Medina aproveitou o tema dos transportes para fazer frente a Moedas, sublinhando que “há contas para acertar com alguns dos críticos”. “Não me esqueço que há agora alguns que fazem propostas de passes gratuitos para prometer tudo a todos para ganhar uns votinhos são exatamente os mesmos que votaram contra no Parlamento”, referiu, citado pelo Observador .
Ao referir-se às promessas do social-democrata, Fernando Medina disse que “o adversário de direita só faz lembrar campanhas de certo candidato em Gondomar que acabava na oferta de frigoríficos a toda a gente”. A comparação é com o antigo autarca de Gondomar, Valentim Loureiro , que o Presidente da CML diz agora que Moedas está a imitar prometendo “dar tudo a toda a gente”.
Por outro lado, escreve o Expresso , o candidato socialista não esconde que um dos trunfos que tem nesta corrida eleitoral é a relação com o Governo . Neste mandato tem duas medidas-chave, mas pressiona o Governo a segui-lo e a negociar.
Primeiro, relativamente à promessa de creches grátis . “Não queremos comprometer as finanças do município. Por que não houve a nível nacional o estabelecimento de preços máximos, vamos ter de o estabelecer”, refere. E assume que o que quer é “inovar” na resposta “para mostrar ao país que é possível inovar e resolver este problema”.
Depois, nas casas com renda acessível. E neste campo, tal como o projeto do Novo Aeroporto de Lisboa e para o Aeroporto Humberto Delgado, está envolvido o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos .
Com Pedro Nuno tem ainda a medida de compra de 55 carruagens que vão permitir ligar Lisboa a Sintra em cinco minutos. Há ainda outros pontos na lista de negociações com o Governo.
Outras das promessas de Medina para Lisboa passam por prosseguir o Programa de Renda Acessível, reduzir o acesso de carros ao centro histórico, aplicar 100% de passadeiras sem desnível, colocar um jardim em cada bairro, mudar a ementa das refeições escolares, eletrificar do Terminal de Cruzeiros, limitar a 30km/h a velocidade dentro dos bairros, continuar a expansão das ciclovias.
Fonte: Zap
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