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É "inaceitável" obrigar trabalhadores a apresentar certificado de vacinação, diz PCP

27-08-2021 - JN.pt

O secretário-geral comunista classificou, esta terça-feira, como "inaceitável" que as empresas obriguem os trabalhadores a apresentar um certificado de vacinação contra a covid-19, sustentando que a pandemia está a ser aproveitada para alimentar as situações de discriminação.

Interpelado pelos jornalistas à margem de uma visita à Quinta da Atalaia (Seixal), onde estão a decorrer os preparativos para uma rentrée do partido, Jerónimo de Sousa considera que "é inaceitável" que as entidades patronais obriguem os funcionários a apresentar um comprovativo de vacinação .

E colocar uma "questão importante": "Saber se por razões sanitárias criámos um apartheid no nosso país, em que, por exemplo, o direito ao trabalho, o direito ao emprego, está questionado por essas entidades patronais, que considera que um trabalhador ou uma trabalhadora que não tenha esse certificado está proibido de procurar emprego ".

O membro do Comité Central recordou que, no quadro da Constituição, "o princípio do direito ao trabalho e do direito ao emprego são direitos invioláveis" e "são direitos fundamentais que as pessoas têm" em Portugal.

Para Jerónimo de Sousa, estes relatos demonstram que "esta questão da epidemia está a ser aproveitada por setores patronais" para promover "a discriminação" e "a desigualdade" no que diz respeito ao direito ao trabalho.

"Quero reafirmar com veemência o caráter inaceitável dessa medida, de que quem não tem esse certificado não pode procurar emprego, não pode resolver os problemas da sua vida", concluiu.

Em consonância com o que foi dito pelo membro do Comité Central comunista Alexandre Araújo na última semana, Jerónimo de Sousa disse que o partido ainda está aguardando por um parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS) em relação ao plano de contingência feita para a Festa do Avante !.

Apesar de não poder fazer aliviar sobre o alívio de restrições restrições implementadas na edição do ano passado, o secretário-geral disse que "todos os indicadores demonstram que há um alívio em relação às medidas" anteriormente decretadas pelo Governo e "a situação alterou-se para melhor ".

Por isso, o dirigente do PCP tem uma convicção de que "vai ser bom estar nesta festa", já que, advogou, estão garantidas como condições para que decorra no cumprimento das regras sanitárias e do "exercício da liberdade".

 

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