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DGS dá luz verde à vacinação de todos os jovens dos 12 aos 15 anos (sem necessidade de recomendação médica)

13-08-2021 - Liliana Malainho

A Direcção-geral da Saúde (DGS) actualizou, esta terça-feira, a informação sobre a vacinação dos jovens. O organismo, liderado por Graça Freitas, alargou a recomendação a todos os adolescentes entre os 12 e os 15 anos de idade, sem necessidade de indicação médica.

“Nos mais de 15 milhões de adolescentes vacinados nos Estados Unidos e na União Europeia, os episódios de reações adversas a nível cardíaco são extremamente raros”, começou por afirmar a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Nesse sentido, e “dando continuidade à comunicação de 30 de julho, a DGS mantém a recomendação para vacinação prioritária aos jovens com 16 e 17 anos e entre 12 a 15 anos com comorbilidades e  recomenda a vacinação de todos os jovens   entre 12 e 15 anos “.

Esta recomendação “tem carácter universal, pelo que as vacinas estarão disponíveis para os adolescentes, acompanhados pelos progenitores ou tutores legais,  sem necessidade de indicação médica “, acrescentou Graça Freitas.

Questionada sobre quando começam a ser vacinados estes adolescentes, a responsável não avançou uma data e remeteu a organização logística para a  task force . “A partir deste momento, está aberto o caminho para a vacinação universal destes jovens. Será a parte logística que comunicará em que moldes vai acontecer a vacinação”, respondeu.

Ainda assim, Graça Freitas “espera” que o processo de vacinação desta faixa etária tenha início  antes do próximo ano letivo . “Se não for exatamente antes do início do ano letivo, será nos dias a seguir.”

Graça Freitas avisou que a norma da DGS será agora atualizada de modo a “contemplar esta nova recomendação” nos públicos-alvo da vacina contra a covid-19 em Portugal.

“A DGS e a comissão técnica continuam a acompanhar a evolução do conhecimento científico da situação epidemiológica, podendo atualizar as suas recomendações a qualquer momento”, avisou a diretora-geral da Saúde, numa justificação para o facto de a recomendação ter sido  alterada ao fim de duas semanas .

No final do mês de julho, a DGS determinou que só deveriam ser vacinados os jovens entre os 12 e os 15 anos que tivessem comorbilidades ou por indicação médica.

DGS afasta pressão política

Na conferência de imprensa desta terça-feira, a diretora-geral da Saúde garantiu que a decisão do organismo foi estritamente técnica e  afastou qualquer pressão política .

Graça Freitas lembrou que, no comunicado do dia 30 de julho, lê-se que “a DGS recomendará a vacinação universal adolescentes dos 12 aos 15 anos logo que estejam disponíveis dados adicionais” e explicou que, nesse mesmo dia, foram conhecidos dados de 9 milhões de vacinas administradas a adolescentes nos EUA.

“Na semana seguinte, saíram dados da UE. Foi possível através desse comité sabermos que as cerca de 6 milhões de vacinas que tinham sido dadas em países europeus não tinham acrescentado um sinal de alerta àquilo que já sabíamos da possibilidade de haver miocardites e pericarditas”, acrescentou, citada pelo Observador.

“Foi a sequência e a continuidade destes acontecimentos que levou a que no dia 30 nós  tivéssemos um parecer e hoje tivéssemos outro . Esta decisão de hoje é uma decisão técnica, que veio na sequência de novos dados: 15 milhões de dados nos EUA e na UE”, justificou.

O receio de miocardite, uma inflamação no coração das crianças, é um dos motivos de quem é contra a vacinação dos jovens. Há, no entanto, peritos que argumentam que é preciso inocular esta faixa etária para que se alcance a imunidade de grupo.

Fonte: Zap

 

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