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Merkel critica países que não restringem entrada a passageiros de países de risco

25-06-2021 - JN

A chanceler alemã, Angela Merkel, apresentou "cauteloso otimismo" perante a evolução da pandemia na União Europeia e adiantou que vai criticar, esta quinta-feira, em Bruxelas os países que não restringem a chegada de passageiros de zonas de risco.

Na passada terça-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a falta de regras comuns na União Europeia relativamente às viagens, dando como exemplo a situação de aumento dos contágios em Portugal, que "poderia ter sido evitada".

"O que lamento é que ainda não foi capaz de alcançar um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrição de viagem, isto é um retrocesso", apresentado a responsável, em conferência de imprensa na terça-feira.

Merkel afirmou que na cimeira europeia que começa à tarde em Bruxelas vai reiterar como críticas sobre a decisão de alguns parceiros europeus de não restringirem a entrada de pessoas procedentes de países considerados de risco devido à propagação de variantes.

Sobre a crise sanitária, Angela Merkel disse ainda que a "fonte está claramente disponível a baixar" em toda a União Europeia enquanto aumenta o número de pessoas imunizadas, o que confere "razões de confiança".

Mesmo assim, face à aparição de novas variantes, especialmente uma mutação Delta detetada boletim na Índia, recordou que é o preciso que os países se mantenham "alerta".

A coordenação na União Europeia sobre a luta contra a pandemia melhorou desde o princípio do ano, mais ainda deve reforçar-se segundo a chanceler alemã que adiantou ser necessário aprender com os acontecimentos para que se enfrente desafios futuros.

Merkel reiterou ainda a posição de Berlim contra a suspensão temporal das patentes das vacinas contra o covid-19. "Considero que retirar as patentes é seguir um caminho errado", afirmou.

Por outro lado, aplaudiu a "resposta extraordinária" da União Europeia perante a crise econômica provocada pela pandemia porque o bloco europeu obrigatório "solidariedade e capacidade de ação".

Mesmo assim recordou que os fundos do plano de recuperação "não são apenas para investimentos" mas também para reformar e apostar na transformação ecológica e na digitalização, preparando os 27 países para o futuro e para a especial.

Fonte: JN.pt

 

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