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Adeus zaragatoa, o futuro do auto-teste está na saliva

02-04-2021 - Luísa Oliveira

Depois dos testes rápidos serológicos e antigénios, já é possível encomendar um teste PCR, sem cotonete e sem sair de casa. Por enquanto, apenas em Lisboa, Oeiras e Cascais.

se, em vez de lhe enfiarem uma cotonete até ao cérebro para saber se está ou não infetado com Covid-19, tiver apenas de bochechar uma solução salina durante um minuto? E se lhe disserem que asseguram 99,7% de sensibilidade e de especificidade, duas garantias de escapar a falsos negativos e a falsos positivos? E se o resultado do PCR chegar em 12 horas? E sem ser preciso pôr um pé na rua?

O teste com essas características já existe em Portugal, a troco de 90 euros (comparticipado pelos seguros, à posteriori, no caso de haver prescrição médica), e é culpa de uma parceria da austríaca testFRWD com os distribuidores Divisioncare e Inocrowd. O bochecho com a tal solução salina vai buscar pedaços de material genético do vírus – crê-se agora que a boca é o local privilegiado para essa recolha.

Para chegar a sua casa, por enquanto apenas em Lisboa, Oeiras e Cascais, há que encomendá-lo na plataforma Glovo ou na Trapézio de Sucesso, a empresa de onde saem as enfermeiras que, por enquanto, tratam do assunto ao domicílio.

O bochecho com a tal solução salina vai buscar pedaços de material genético do vírus – crê-se agora que a boca é o local privilegiado para essa recolha

“A ideia é passar a ser um auto-teste”, afiança Soraya Gadit, CEO da Inocrowd, na esperança que este tipo de teste, muito menos invasivo que os tradicionais, seja aprovado enquanto tal, o mais rápido possível. Na verdade, já tudo flui nesse sentido: “As amostras de saliva podem ser consideradas nos TAAN, como alternativa às amostras do trato respiratório, particularmente em situações de rastreio comunitário”, lê-se na norma da DGS, de 26 de fevereiro, sobre a estratégia de testagem. Para já, os resultados saídos deste bochecho são válidos para viajar, por exemplo, ou para qualquer outra ocasião em que se peça teste ao SARS-Cov-2.

Lavar os dentes, bochechar e fazer o teste

“Gostava que o pudéssemos fazer todos, depois de lavar os dentes, a ver se a pandemia acaba de uma vez e retomamos as saídas, os concertos, os jogos de futebol no estádio, as viagens”, desabafa a farmacêutica, também ela saturada da pandemia.

Entretanto, há que aprender a bem usar o kit, pois no futuro seremos nós a fazê-lo, sem necessidade de serviços de enfermagem. Primeiro, é preciso descarregar uma app, que contém um QR code, tirar uma fotografia com o cartão de cidadão ao lado e filmar o momento do teste. A aplicação tem reconhecimento facial e é isso que assegura a idoneidade de quem está a recolher a amostra de saliva, que será depois deitada para um tubo de transporte de meio viral, com a ajuda de uma palhinha.

Quando o teste acaba, ao fim de um minuto, há de ser enviado por uma empresa de transporte de amostras para os laboratórios protocolados, que garantem os resultados até 12 horas (menos ao domingo). Daqui, os dados seguem para o SINAVE (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, que centraliza a informação sobre a Covid-19). Assim que tudo isto passar a acontecer em modo kit DIY, Soraya Gadit garante que o preço unitário irá baixar bastante, de forma a chegar ao maior número de pessoas.

Fonte: Visao.Sapo.pt

 

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