| “Pessoas não respeitaram restrições”. Siza Vieira culpa Natal pelo aumento de casos (e antevê “semanas difíceis”)
05-02-2021 - Maria Campos
A pandemia em Portugal tem sido notícia em jornais estrangeiros como a CNN e o The New York Times. Numa entrevista publicada neste último, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que se preveem semanas bastantes difíceis.
O jornal norte-americano The New York Times recorda que Portugal, na primavera passada, durante a primeira vaga de infeções por covid-19, foi uma das “histórias de sucesso da Europa”, após ter implementado um confinamento restrito que ajudou a manter a taxa de mortalidade baixa.
Porém, desde o Natal, o país está perante um aumento de casos e óbitos.
Em entrevista ao The New York Times, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse que “muitas pessoas” em Portugal “não respeitaram as restrições” e reuniram-se com familiares fora do seu núcleo familiar durante as férias de Natal. Segundo o governante, muitos viajaram pelo país, ignorando as regras que proíbem viagens domésticas
“As evidências da mobilidade no país mostram que as pessoas não respeitaram as restrições que tínhamos no local”, disse Siza Vieira.
O governante explicou ao mesmo jornal que as autoridades portuguesas também acreditam que a crise foi ampliada pela rápida disseminação da variante do vírus descoberta pela primeira vez na Grã-Bretanha, que provavelmente foi trazida para o país por portugueses que trabalham no Reino Unido e que voltaram a Portugal para a quadra natalícia.
“Não temos evidências de que a variante brasileira esteja significativamente ativa em Portugal, mas temos evidências de que a variante do Reino Unido explica mais da metade dos novos casos, particularmente na área de Lisboa”, disse o governante.
O ministro disse ainda que a União Europeia (UE) precisa de poderes adicionais para lidar com uma pandemia, incluindo “critérios uniformes sobre como abrir ou fechar fronteiras”.
“Uma das lições que esta crise nos ensina é que realmente precisamos de uma União Europeia com poderes e recursos para lidar com este tipo de ameaça que a humanidade enfrenta e que só pode ser combatida a nível continental”, afirmou.
Na entrevista, Siza Vieira assumiu ainda que as próximas semanas não serão melhores em Portugal. “Estamos a prever algumas semanas que serão difíceis”, rematou.
Fonte: ZAP
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