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Circulação proibida entre concelhos e recolher obrigatório após as 13:00 este fim de semana

08-01-2021 - David Santiago/Pedro Curvelo

Depois de esta quarta-feira ter sido renovado o estado de emergência e registado o recorde diário de novos casos de covid-19 devido à deterioração da crise pandémica, o Governo decidiu agravar as medidas restritivas. António Costa anunciou que no fim de semana estará proibida a circulação entre concelhos e será obrigatório o recolher domiciliário após as 13:00 em todo o país exceto 25 concelhos.

Durante o próximo fim de semana, estará proibida a circulação entre todos os concelhos de Portugal continental (entre as 23:00 horas de 8 de janeiro e as 5:00 de 11 de janeiro) e será obrigatório respeitar o dever de recolhimento domiciliário na generalidade do país (nos 253 concelhos com mais de 240 novos casos por 100 mil habitantes) depois das 13:00 horas.

No final do Conselho de Ministros realizado esta quinta-feira, e tendo em conta o agravamento da situação pandémica nos últimos dias, o primeiro-ministro abriu a porta a medidas tendentes a um "confinamento mais geral" idêntico ao de março último já a partir da próxima semana se, na reunião que decorre dia 12 de janeiro no Infarmed, for essa a conclusão saída da discussão entre partidos, parceiros sociais e especialistas em saúde pública.

Um dia depois de ter sido batido o recorde com mais de 10 mil novos casos de covid-19 e antecipando que esta quinta-feira os dados oficiais vão apontar um valor próximo de infeções, António Costa explicou que, nesta fase, e até à reunião no Infarmed, o Governo considerou ser melhor "aguardar" até que surjam "dados mais sólidos", até porque agora existem "indicações bastante díspares da evolução da situação", sobretudo porque, no período de natal, houve maior circulação e menos testes realizados.

Todavia, "dada a vaga de frio e os números excecionalmente elevados de novos casos", António Costa sustentou que "manda a prudência" que no próximo fim de semana sejam aplicadas as medidas agora anunciadas e que estiveram já em vigor no passado fim de semana, embora então aplicáveis a todo o território continental. 

Ainda assim, e apesar do estado de emergência ontem renovado para o período entre 8 e 15 de janeiro, António Costa admitiu que, se a situação o exigir, o Governo poderá adotar medidas mais restritivas logo depois da reunião entre os representantes dos órgão de soberania e os especialistas em saúde. "Neste momento só há 25 concelhos onde o número de novos casos por 100 mil habitantes é inferior a 240", notou dando conta da deterioração da pandemia.

"A situação não sendo ainda clarificada, indicia, contudo, que há um agravamento da situação e que, provavelmente, teremos de adotar medidas mais restritivas a partir da próxima semana. Assim, "e sem prejuízo da reunião de dia 12 no Infarmed", o líder do Executivo revelou que o Governo, já nesta sexta-feira, vai realizar uma "reunião de emergência" com a concertação social e iniciar audições aos partidos políticos a fim de, se se verificar necessário, aprovar "medidas no próprio dia 12 que correspondam a um agravamento da situação que se venha a confirmar como os números de ontem e de hoje indiciam que possa acontecer". Ou seja, o Executivo admite adotar medidas logo depois da reunião no Infarmed e antes de terminar o atual estado de emergência, que vigora até às 23:59 do dia 15 de janeiro.

O líder do PS não se quis comprometer com medidas concretas, contudo admitiu que "muito provavelmente" será necessário "adotar medidas de restrição mais elevada como tem vindo a acontecer na generalidade dos países europeus". Inglaterra e Alemanha, por exemplo, decretaram confinamentos gerais nos últimos dias.

Costa explicou ainda que "cada dia conta" e, como tal, poderá "ser útil não esperar pelo dia 15 [de janeiro] para adotar medidas mais restritivas se a evolução da pandemia o exigir e se a reunião no Infarmed o validar. Seja como for, o primeiro-ministro reiterou a intenção governamental em continuar a ajustar as medidas em função da pandemia, tendo "sempre em conta os dados mais atuais possível" e diferenciando as medidas de acordo com a "intensidade" dos contágios nos diferentes municípios.  

Os 25 concelhos que escapam às medidas mais duras

A mais recente atualização, a quinta, na classificação dos concelhos pelos quatro escalões de risco epidemiológico foi revelada pelo Governo esta quinta-feira e as medidas serão aplicadas consoante o patamar de risco entre 8 de dezembro e 15 de janeiro, período de vigência do renovado estado de emergência.

O Executivo decidiu agrupar, para efeito das restrições, os concelhos nos três níveis de risco mais graves. E, revelou o primeiro-ministro, apenas 25 concelhos estão no escalão mais baixo, o de risco moderado.

Assim, o recolher obrigatório às 13:00 no próximo fim de semana aplica-se a 253 municípios, que se encontram em risco elevado, muito elevado ou extremo. No mesmo período são proibidas as viagens entre concelhos em todo o território de Portugal Continental.

Os municípios são classificados em quatro níveis: risco moderado (menos de 240 casos por 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores); elevado (240 a 480); muito elevado (480 a 960) e extremo (960 ou mais casos).

Veja quais são os 25 concelhos em risco moderado

Alcoutim

Aljezur

Almeida

Arronches

Barrancos

Carrazeda de Ansiães

Castanheira de Pêra

Castelo de Vide

Coruche

Ferreira do Alentejo

Freixo de Espada à Cinta

Lagoa

Manteigas

Monchique

Odemira

Pampilhosa da Serra

Proença-a-Nova

Resende

Santiago do Cacém

Sardoal

Sernancelhe

Sines

Torre de Moncorvo

Vila de Rei

Vila do Bispo

Fonte: Negócios.pt

 

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