Edição online quinzenal
 
Quarta-feira 21 de Janeiro de 2026  
Notícias e Opinião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Advogados do campo de Biden a postos para defender contagem de votos perante o Supremo

06-11-2020 - Carlos Santos Neves

Depois de o Presidente em exercício dos Estados Unidos ter ameaçado recorrer ao Supremo Tribunal para contestar um eventual triunfo eleitoral de Joe Biden, queixando-se de “uma grande fraude”, a campanha democrata veio, na manhã desta quarta-feira, renovar um aviso: há “equipas legais” preparadas para “resistir a esse esforço”.

“Se o Presidente concretizar a ameaça de ir a tribunal para tentar impedir a contagem apropriada de votos, temos equipas jurídicas a postos para resistir a esse esforço”, afirmou Jen O’Malley Dillon, estratega da campanha presidencial de Biden.

Ao cabo de longas horas de escrutínio, o 45.º Presidente norte-americano, que fez da Casa Branca o quartel-general da noite eleitoral republicana, saiu a público para reivindicar antecipadamente a vitória – os sufrágios continuam a ser contados e o desfecho deste processo poderá ter lugar apenas na próxima sexta-feira. Isto depois de o adversário democrata ter exprimido confiança na conquista da Presidência. Um punhado de Estados norte-americanos levará dias para concluir a contagem de votos. Este ano, o processo complicou-se com o aumento da votação antecipada, quer por correio, quer presencial.

“Preparávamo-nos para vencer esta eleição. Francamente, nós vencemos esta eleição. Isto é uma grande fraude contra a nossa nação. Queremos que a lei seja usada de maneira apropriada. Por isso, vamos até ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Queremos que parem toda a votação”, disparou Trump.

À medida que os scores eram reportados, ao longo da noite, ficava claro que Biden não seria capaz de carimbar uma vitória pesada sobre Trump, número um em Estados-chave como a Florida, o Ohio e o Texas. Todavia, o candidato democrata, que se antecipou ao adversário num discurso de evidente cunho estratégico, dir-se-ia convicto de estar a caminho de conquistar três Estados também potencialmente decisivos: o Michigan, o Wisconsin e a Pensilvânia, trio da denominada “muralha azul”.

“Sentimo-nos bem quanto ao ponto em que estamos. Acreditamos estar a caminho de vencer esta eleição”, lançou Biden a partir do seu Estado, o Delaware.

Ao início da manhã em Lisboa, o candidato presidencial democrata reunia mais de 230 votos no Colégio Eleitoral, contra 213 de Donald Trump. Em teoria, mesmo sem uma vitória na crítica Pensilvânia, Biden poderia chegar à Sala Oval com o Arizona, Michigan e o Wisconsin, a par de apenas um distrito do Nebrasca - Estado que distribuir votos no Colégio Eleitoral por distrito. Mas desde que segurasse Estados que Trump perdeu para Hillary Clinton em 2016.

Enquanto Biden lidera no Nevada, um desses Estados em que Trump foi batido há quatro anos, o candidato à reeleição surge à frente na Geórgia, onde venceu com agilidade em 2016.

“Cabe aos eleitores”

Foi no Twitter, a plataforma predilecta de Trump, que Biden reagiu ao discurso do Presidente, afirmando que não cabe a si ou ao adversário “declarar o vencedor desta eleição”: “Cabe aos eleitores”.

Trump foi fiel, em suma, ao que vinha prenunciando desde cedo na campanha, ao acusar o campo de democrata de “tentar roubar a eleição”.

“Nunca deixaremos que o façam. Os votos não podem ser admitidos após o fecho das assembleias”, escreveu o Presidente no Twitter, antes de surgir perante as câmaras na Casa Branca.

Este tweet acabaria por ser objecto de uma advertência da rede social.

O ponto da situação

Pelas 4h00 (9h00 em Lisboa), Biden somava 238 membros do Colégio Eleitoral, depois de ter infligido reveses a Trump nos Estados do Arizona (11 grandes eleitores), Califórnia (55) Colorado (nove), Connecticut (sete), le Delaware (três), Hawai (quatro), Illinois (20), Maine (três em quatro), Maryland (dez), Massachusetts (11), Minnesota (dez), Nebraska (um), New Hampshire (quatro), Nova Jérsia (14), Nova Iorque (29), Novo México (cinco), Oregon (sete), Rhode Island (quatro), Vermont (três), Virgínia (13), Washington D.C. (três) et Estado de Washington (12).

Votaram antecipadamente mais de 100 milhões de eleitores norte-americanos.

Trump somava 213 grandes eleitores, conquistando os Estados-chave do Texas (38) e da Florida (29). Venceu também no Alabama (nove), Arkansas (seis), Carolina do Sul (nove), Dakota do Norte (três), Dakota do Sul (três), Idaho (quatro), Indiana (11), Iowa (seis), Kansas (seis), Kentucky (oito), Louisiana (oito), Montana (três), Mississippi (seis), Missouri (dez), Nebraska (quatro), Ohio (18), Oklahoma (sete), Tennessee (11), Utah (seis), Virgínia Ocidental (cinco) e o Wyoming (três).

Faltava apurar, àquela hora, os resultados da Pensilvânia (20 grandes eleitores), do Michigan (16), da Geórgia (16), Carolina do Norte (15) e Wisconsin (dez). O Nevada pode demorar vários dias até anunciar um vencedor. No Maine faltava atribuir um membro do Colégio Eleitoral.

Fonte: RTP c/ agências

 

Voltar 


Subscreva a nossa News Letter
CONTACTOS
COLABORADORES
 
Eduardo Milheiro
Coordenador
Marta Milheiro
   
© O Notícias de Almeirim : All rights reserved - Site optimizado para 1024x768 e Internet Explorer 5.0 ou superior e Google Chrome