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Rússia regista segunda vacina contra a covid-19 numa altura em que atinge um novo recorde de casos

16-10-2020 - DN/AFP

No dia em que a Rússia regista um novo recorde no número diário de casos de covid-19, Vladimir Putin anuncia que o país registou a patente de uma segunda vacina contra a doença.

Opresidente Vladimir Putin anunciou, esta quarta-feira, que a Rússia registou a sua segunda vacina contra o novo coronavírus, num dia em que o país confirmou um número recorde de novas infeções.

"O centro Novosibirsk Vektor registou hoje a segunda vacina russa contra o novo coronavírus - EpiVacCorona", anunciou o presidente russo durante uma videoconferência com membros do seu gabinete.

Vektor, um laboratório ultrassecreto na cidade siberiana de Novosibirsk, levou a cabo investigações de armas biológicas na era soviética e armazena vírus que vão do Ebola à varíola.

O anúncio de Putin surge depois de, em agosto, a Rússia registar a sua primeira vacina contra a covid-19, denominada de Sputnik V, que ainda não concluiu sua fase final de testes.

A nova vacina desencadeia uma resposta imune usando proteínas sintéticas do vírus, enquanto a Sputnik V usa vetores de adenovírus adaptados.

Batizada "Sputnik V", em referência ao satélite soviético, a primeira vacina russa contra a covid foi recebida com ceticismo em todo o mundo, sobretudo porque não tinha desenvolvido a fase final dos ensaios na altura do anúncio pelas autoridades russas.

Uma grande parte da elite política russa, no entanto, acabou por ser vacinada, com Putin a citar o "caso exemplar" de uma das suas filhas, a quem foi administrada uma dose.

Vacina mostrou um "nível bastante alto de segurança"

A vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova, disse durante a conferência com Vladimir Putin que a vacina mostrou um "nível bastante alto de segurança".

Esta nova vacina vai agora passar para testes pós-registo envolvendo cerca de 40.000 voluntários, acrescentou Golikova.

As autoridades russas registaram nas últimas semanas um aumento acentuado nas infeções e os dados mais recentes sobre a pandemia no país, divulgados pelo governo nesta quarta-feira, mostram um novo recorde no número de infeções, com 14 231 novos casos.

Ainda assim, Golikova descreveu a situação do vírus no país como "controlada" e disse que não eram necessárias mais medidas.

Na terça-feira, o vice-ministro da saúde, Oleg Gridnev, manifestou preocupação referindo a possibilidade de que 90% das camas hospitalares da Rússia reservados para o tratamento de pacientes com covid-19 já estivessem ocupados.

Em Moscovo, a cidade mais afetada pela pandemia, moradores com mais de 65 anos foram convidados a ficar em casa.

O autarca de Moscovo, Sergei Sobyanin, pediu na semana passada a todos os moscovitas que limitem os seus movimentos até que uma vacina esteja disponível para distribuição em massa.

A Rússia tem o quarto maior número de casos de covid-19 do mundo, com um total de 1 340 409 infeções registadas desde o início da pandemia e 23 205 mortes.

Fonte: DN.pt

 

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