| Assim vai a saúde neste País: Utentes desesperam por resposta dos centros de saúde
11-09-2020 - N.A. Com Sábado
Telefones tocam sem que sejam atendidos, emails ficam por responder, marcações online não são registadas.
A mãe de Sónia Conceição cumpriu a indicação de não se aproximar do centro de saúde. Aos 65 anos, diabética e hipertensa, é considerada doente de risco. A filha marcou-lhe, por isso, uma consulta através do portal do SNS. "E a minha mãe recebeu uma mensagem no telemóvel a confirmar a data e hora". Ficou por isso surpreendida quando no centro de saúde lhe disseram que não tinha nenhuma marcação. "O portal está a funcionar mal", explicou-lhe a funcionária.
Outro exemplo é aos 69 anos, diabético e hipertenso, é considerado doente de risco, com a análise de controlo dos diabetes feitas, foi ao Centro de Saúde em Almeirim em Junho solicitar uma consulta para controlo dos diabetes e foi marcada para Setembro, 3 meses depois.
Não são casos únicos, segundo os relatos recolhidos pela SÁBADO. E há mais críticas: telefonemas que nunca são atendidos, consultas marcadas ao telefone mas que não estão na agenda. O Ministério da Saúde assegura que está a fazer uma "renovação" e uma "nova rede de comunicações" em fibra óptica, que contará com 30 mil telemóveis e 30 mil telefones fixos.
Podem ter fibra óptica e até comunicações por satélite, mas se os funcionários não trabalharem e não tiverem chefias capazes nunca nada mudará, cada vez pior.
Qualquer dia deixa de ser o Ministério da Saúde e passa a ser o ministério da morte.
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