| Bielorrússia. Lukashenko manda sufocar os protestos
21-08-2020 - RTP
Alexandre Lukashenko, presidente bielorrusso desde há 26 anos, deu ordens para que sejam impedidas novas manifestações, depois de onze dias de ininterrupta mobilização de rua e de inúmeros protestos contra o que a oposição denuncia como fraude eleitoral.
A ordem de Lukashenko ao executivo e às forças militares foi divulgada no final de uma reunião do presidente com o seu Conselho de Segurança. Não ficou claro que instruções concretas decorrem dessa ordem nem qual será o procedimento ordenado ao Exército caso prossigam as manifestações. Não existe tão-pouco alguma referência à instauração do estado de sítio ou do estado de emergência.
O que o presidente disse foi, em concreto, segundo declarações à agência noticiosa bielorrussa Belta: "Não deve haver mais nenhuma desordem em Minsk. As pessoas estão cansadas e exigem paz e tranquilidade (...) A esmagadora maioria está habituada a viver num país calmo e devemos fazer dele novamente um país calmo".
Agitando o espantalho de ingerências estrangeiras, que estariam na origem das sucessivas manifestações, Lukashenko mandou reforçar os controlos de fronteiras e instruiu o Exército para prestar "especial atenção aos movimentos de tropas da NATO no território da Polónia e da Lituânia".
Procurando igualmente enfrentar a vaga de greves que tem vindo a solidarizar-se com as manifestações de protesto, Lukashenko deu ao Governo instruções para que "garanta o bom funcionamento das empresas".
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