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Quanto vai custar uma vacina para a covid-19? Empresas prometem preço "ético"

21-08-2020 - Diogo Barreto

Algumas farmacêuticas garantem que não vão procurar grandes lucros, mas outras admitem "preços competitivos". Quem chegará primeiro à vacina?

Há muito dinheiro a ganhar com a pandemia. Dezenas de laboratórios e gigantes farmacêuticas estão a tentar desenvolver uma vacina o mais rapidamente possível de forma a travar a pandemia, mas também estão concentradas em ultrapassar os concorrentes e ser os primeiros com um tratamento eficaz contra a doença provocada pelo novo coronavírus, o que promete aumentar fortemente o seu capital. Mas entra em vigor a questão sobre o custo que esta vacina pode vir a ter e se será acessível a todos. Duas empresas já prometeram que inicialmente não irão tentar lucrar ostensivamente com a vacina, mas sim estabelecer um preço com uma "margem de lucro ética".

A Alemanha, para evitar possíveis abusos nos preços de uma possível vacina, investiu cerca de 300 milhões de euros no projeto da CureVac, empresa que está a desenvolver uma outra vacina. Esta foi a empresa que o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou aliciar a que vendesse aos EUA todas as primeiras doses produzidas. A empresa conseguiu ainda mais 180 milhões de euros de investidores externos, afirmando que terá de aumentar um pouco o preço para remunerar os investidores, mas que irá impor uma "margem ética" de lucro. Este montante agora angariado será investido na fase de testes.

Pierre Kemula, um dos diretores da empresa, informou que irão tentar ter um "preço competitivo ao mesmo tempo que preservam alguma margem ética". "Não podemos fazê-lo a preço de custo. Temos investidores a investirem dinheiro a dez anos na empresa e deve haver um pequeno retorno", explicou ao Financial Times.

A Johnson & Johnson e a AstroZeneca, que estão a desenvolver em colaboração uma vacina para a covid-19, já informaram que não pretendem lucrar de forma ostensiva com a vacina, caso a consigam produzir primeiro do que as restantes empresas na corrida. Enquanto a pandemia continuar a afetar o mundo inteiro de forma intensa, a gigante farmacêutica e o laboratório vão abdicar de grandes margens de lucro.

Muito se tem debatido sobre o preço por dose e tal também vai depender do método usado. A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford deve custar entre 3 e 4 dólares por dose, enquanto a vacina a ser desenvolvida pela Johnson & Johnson deverá custar cerca de dez dólares por dose. Já a Moderna estabeleceu um preço mais elevado, falando talvez em 74 dólares. Kemula explicou a disparidade dos preços, afirmando que há quem esteja a trabalhar com injeções de 100 microgramas, enquanto a CureVac está a estudar com, no máximo, oito microgramas por vacina.

A empresa diz ainda que quer produzir a vacina na Alemanha e enviá-la para o mundo inteiro, tendo conversado com várias empresas e estados de todo o mundo, mas principalmente na Europa.

Fonte:Sabado.pt

 

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