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Perito da Casa Branca desmente Trump e Pompeo: Não há provas de que o vírus tenha saído de um laboratório chinês

08-05-2020 - Zap

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e um dos principais peritos em doenças infecciosas da Casa Branca, Anthony Fauci, desmentiram o Presidente norte-americano e o seu secretário de Estado, afirmando que não existem provas que sustentem que o novo coronavírus foi criado num laboratório chinês.

Tanto o Presidente Donald Trump como o seu secretário de Estado Mike Pompeo alegaram já que o novo coronavírus, que causa a covid-19, foi criado num laboratório chinês.

Mike Pompeo afirmou no passado domingo que os Estados Unidos têm “imensas provas”  de que o vírus teve origem em laboratório, não tendo, contudo, feito chegar estas alegadas evidências à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo revelou o coordenador de emergências da organização, Mike Ryan.

“Como qualquer organização baseada na evidência científica, estamos muito disponíveis para  receber qualquer informação  que dê a entender a origem do vírus (…) [será] um pedaço muito importante de informação de saúde pública para controlo futuro”, disse o responsável da OMS, citado pelo jornal  Público.

“Se essa informação e provas estiverem disponíveis, cabe ao Governo norte-americano decidir como e quando as partilhar, mas é difícil para a OMS operar num vácuo de informação nesse aspecto”, rematou.

A OMS também já afirmou que esta afirmações obre meramente “ especulativas “.

Também Anthony Fauci, perito da Casa Branca, considera que  não existem bases   científicas para se afirmar  que o vírus é oriundo de um laboratório.

“Se olharmos para a evolução dos vírus nos morcegos, e o que existe agora, inclina-se de forma muito, muito contundente para que este [vírus] não possa ter sido artificialmente ou deliberadamente manipulado – pela forma como as mutações evoluíram naturalmente”, disse recentemente em entrevista à National Geographic.

Discórdia sobre a hidroxicloroquina

Esta não é a primeira vez que Trump e Fauci apresentam posições diferentes durante o combate à pandemia. O Presidente e o seu principal perito em doenças infecciosas divergiram publicamente, em directo na televisão, em Março, sobre as capacidades eventuais da utilização de um medicamento para a malária no tratamento da covid-19.

Os jornalistas perguntaram aos dois homens, primeiro a Fauci, depois a Trump, se uma droga para a malária, a  hidroxicloroquina , poderia ser utilizada para prevenir a covid-19.

Durante uma conferência de imprensa, na qual Fauci não esteve presente, Trump chamou a atenção para esta droga. No dia seguinte, quando foram à televisão, Fauci ouviu a pergunta do jornalista e foi directo ao assunto: “Não”, disse. “A resposta… é não”.

Ao comentar um ensaio mencionado pelo jornalista, Fauci disse: “A informação a que se está a referir especificamente é anedótica” (singular). “Não foi obtida de uma experiência clinicamente controlada, portanto, não se podem fazer declarações definitivas”.

Fauci é director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e, em mais de 30 anos, já lidou com  HIV SARS MERS Ebola  e agora o novo coronavírus.

Quando os dois homens saíam do palco, Trump disse que discordava da noção de que não há medicamentos mágicos para a doença do coronavírus. “Talvez (sim) e talvez não”, afirmou. “Talvez haja, talvez não haja. Temos de ver”.

A hidroxicloroquina e uma droga similar, a cloroquina, estão disponíveis e podem ser receitadas pelos médicos nos Estados Unidos. Estas drogas podem interferir com a capacidade de o coronavírus penetrar nas células e alguns cientistas já apontaram sinais potencialmente encorajadores em testes de laboratório e outros em pequena escala.

Mas outros cientistas estão cépticos de que estas experiências se traduzam em benefícios para os doentes.

 

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