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Covid-19: Celebrar o 25 de Abril em casa, quando a pandemia impede a saída à rua

24-04-2020 - Lusa

Celebração do 25 de Abril vai decorrer pela primeira vez sem acções de rua e sem actividades culturais em sala. É através das janelas digitais que artistas, entidades culturais e câmaras municipais se desdobram em iniciativas para recordar a revolução que há 46 anos pôs fiz à ditadura.

Em tempo de isolamento social, por causa da covid-19, as celebrações culturais do 25 de Abril de 1974 concentram-se na Internet e com um convite para que se cante em casa uma das senhas históricas da revolução.

"Solta a Grândola que há em ti", lê-se num cartaz 'afixado' pela Associação 25 de Abril na rede social Facebook, num apelo aos portugueses para cantarem, no sábado às 15:00, "às janelas ou às varandas", a música "Grândola Vila Morena", de José Afonso.

O apelo, que é subscrito por mais de trinta associações, confederações, sindicatos, autarquias e partidos políticos (BE, Livre, PCP, Os Verdes, POUS e PS), estende-se também a quem estiver a trabalhar e ainda aos media, para que transmitam a música à mesma hora.

E porque a celebração do 25 de Abril vai decorrer pela primeira vez sem acções de rua e sem actividades culturais em sala, é através das janelas digitais que artistas, entidades culturais e câmaras municipais se desdobram em iniciativas para recordar a revolução que há 46 anos pôs fiz à ditadura.

O Museu do Aljube, em Lisboa, partilhará pequenos vídeos com histórias e memórias relacionadas com a revolução, e o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto estreará, também no Facebook, o 'web espetáculo de teatro' "Olhar fraterno - Tributo a Zeca Afonso".

Ainda no Facebook, entre sexta-feira e domingo, 12 artistas portugueses juntam-se no Festival Liv(r)e, com actuações na página d'A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPGDP).

Clã, Galandum Galundaina e Pedro Mestre são alguns dos nomes deste festival coordenado pela MPGDP, pelo colectivo Camaleão e pela associação cultural 23 Milhas, de Ílhavo.

Tendo como ponto de partida o tema da liberdade, há outros artistas que estão a preparar uma canção "especialmente para esta data", refere a Bairro da Música, que agencia vários músicos portugueses.

São eles Jorge Palma, Zeca Medeiros, Joana Alegre, Blind Zero, Vicente Palma, Rui David, Pedro Moutinho e The Happy Mess, que vão actuar nas redes sociais na sexta-feira e no sábado.

Destaque ainda para a divulgação de um vídeo musical, no sábado, coordenado pelo Coral de Letras e pela Casa Comum da Universidade do Porto, com a participação de vários cidadãos a cantarem, individualmente, "Grândola Vila Morena".

O Teatro Viriato, em Viseu, terá uma programação comemorativa na sexta-feira e no sábado no SubPalco, o novo palco do teatro na Internet, e que conta, entre outros, com a participação de Aldina Duarte e Jorge Silva Melo.

As autarquias da Marinha Grande e da Amadora transmitirão concertos gravados de Paulo de Carvalho, intérprete de "E depois do adeus", outra das senhas da revolução.

Na Covilhã, a câmara municipal tem estado a partilhar na página no Facebook leitura de poemas alusivos à revolução e à liberdade. No sábado terá a circular pelo concelho uma viatura "com altifalante" a transmitir "Poemas de Abril".

A galeria de arte urbana Underdogs assinalará a efeméride com uma ideia colaborativa, de projecção de imagens no espaço público.

Segundo a Underdogs, convida-se "todas as pessoas que tenham um projector vídeo em casa a projetar para a sua comunidade obras artísticas digitais de artistas que trabalham com a plataforma", nomeadamente Wasted Rita, AkaCorleone e Shepard Fairey.

Quem optar pela celebração em frente ao televisor, a RTP apresentará uma programação, a partir de sexta-feira, para recordar "o espírito de liberdade que invadiu o país e as várias figuras marcantes da revolução".

Além de filmes e documentários que recordam, por exemplo, Otelo Saraiva de Carvalho e Salgueiro Maia, dois dos protagonistas da revolução, destaque para a estreia, em televisão, do filme colectivo "As armas e o povo", documentário histórico rodado entre 25 de Abril de 1974 e 1 de Maio de 1971.

 

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