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Aviões do Reino Unido ficarão no solo se não se alcançar um acordo com a UE, diz 'think tank'

07-09-2018 - Sputnik International

''Se não houver um acordo alternativo, seria tão ruim quanto as piores previsões sugerem: não seria permitidos que os aviões voassem'', diz Julian Jessop, economista-chefe do IEA.

Em outubro de 2017, o secretário de economia e finanças do Reino Unido, Philip Hammond, admitiu que era “teoricamente possível” que um fracasso de Londres e Bruxelas em fechar um acordo para o Brexit interrompesse o tráfego aéreo entre o Reino Unido e a UE.

O think tank Instituto de Assuntos Econômicos (IEA) baseado em Londres advertiu a primeira-ministra Theresa May de que a frota inteira de aviões do Reino Unido pode ficar no solo se o país deixar a UE sem assinar um acordo de aviação específico.

“Se não houver um acordo alternativo, seria tão ruim quanto as piores previsões sugerem: não seria permitidos que os aviões voassem”, diz Julian Jessop, economista-chefe do IEA.

O IEA afirmou em um relatório que as licenças de operação das linhas aéreas do Reino Unido para os 27 países serão revogadas se eles não conseguirem fechar um acordo substituto com o Mercado Único de Aviação (SAM) da UE, que atualmente cobre os direitos do Reino Unido das chamadas “liberdades do ar”.

Ao mesmo tempo, o IEA apontou que o governo britânico terá opções mesmo no caso de um cenário de Brexit sem acordo, o que especificamente estipularia que o Reino Unido se juntasse à Noruega e à Islândia, países que não são da UE, como membro da Área de Aviação Comum Europeia (ECAA) e negociasse um acordo de livre comércio de aviação.

De acordo com o relatório do IEA, ainda há “razões para otimismo”, e é por isso que o risco dos aviões ficarem no solo é “existente, mas algo ainda muito improvável”.

“Deixar no solo linhas aéreas do Reino Unido teria um impacto imenso na economia da UE, especialmente em áreas como o turismo”, enfatizou o relatório.

De acordo com o Professor Chris Rowley do Kellogg College da Universidade de Oxford, o Reino Unido de fato pode se juntar à Noruega e à Islândia, países que não são da UE, como membro da Área de Aviação Comum Europeia (ECAA), e “há a possibilidade de negociação de um acordo de livre comércio em aviação.”

Em meados de julho, o secretário de comércio internacional Liam Fox advertiu líderes da UE que estavam forçando o Reino Unido a entrar no chamado "cenário de Brexit sem acordo" que isso resultaria em “uma consequência para suas economias”. Destacando a necessidade de “ter um Brexit do povo, e não um Brexit dos burocratas”, Fox avisou que o possível cenário sem acordo teria um impacto negativo na “prosperidade e bem-estar econômico” dos cidadãos da UE.

Suas declarações vieram depois de que o Negociador Chefe do Brexit da Comissão Europeia Michel Barnier advertiu que “dos dois lados do canal” as empresas deveriam se preparar para o pior cenário de um “não acordo”, que resultaria na volta das tarifas, sob as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com a data final para o acordo do Brexit se aproximando, as partes ainda estão em um impasse no relevante assunto dos acordos aduaneiros pós-Brexit.

Segundo o chamado plano Chequers, adotado pelo governo do Reino Unido em julho, as partes poderiam criar uma área de livre comércio para bens e manter um “conjunto de regulamentos comum” para todos os itens, uma proposta que já foi rejeitada por Bruxelas.

O Reino Unido votou a favor de sair da União Europeia em um referendo em 2016. As negociações do Brexit começaram oficialmente em junho de 2017 e espera-se que estejam finalizadas no final de março de 2019.

*Publicado originalmente no Sputnik International | Tradução de Nina Torres Zanvettor

 

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