O que é o Movimento Armilar Lusitano, desmantelado pela PJ?
20-06-2025 - André Rodrigues
Na operação desencadeada esta terça-feira, foram encontrados explosivos, armas de fogo, impressoras 3D, munições, armas brancas e material informático.
Nas últimas horas, a Polícia Judiciária deteve seis indivíduos – entre eles, um chefe da PSP. Pertencem ao Movimento Armilar Lusitano.
A cadeia de comando deste grupo foi desmantelada na terça-feira na Operação "Desarme 3D", da Polícia Judiciária.
Que movimento é este?
É um grupo de inspiração neonazi, criado em 2018 por militantes de extrema-direita. É suspeito de estar a preparar ações terroristas contra o Estado e tinha como objetivo constituir-se como um movimento político, apoiado por um grupo paramilitar.
Nos esclarecimentos dados nas últimas horas, as autoridades confirmaram que os membros deste movimento seguem ideologias radicais e nacionalistas, incentivando à discriminação, ao ódio e à violência contra imigrantes e refugiados.
Na operação desencadeada esta terça-feira, foram encontrados explosivos, armas de fogo, impressoras 3D, munições, armas brancas e material informático.
O que é um grupo paramilitar?
Uma milícia armada. De acordo com a Polícia Judiciária, os suspeitos "estavam a armar-se" e a "recrutar pessoas" e a "ter capacidade de treino tática para fazerem uma ação" de larga escala.
Nas últimas horas, a imprensa deu conta de que este Movimento Armilar teria a intenção de derrubar o regime, com recurso a ações terroristas e violentas contra instituições do Estado.
Que tipo de ações?
Uma delas seria a invasão da Assembleia da República. A possibilidade chegou a ser discutida em canais fechados como o Telegram, mas nunca foi concretizada num plano de ação.
Certo é que as autoridades ficaram alarmadas com a quantidade e com a qualidade do armamento que este grupo tinha em sua posse. Uma outra nota: de acordo com o "Correio da Manhã", entre os apoiantes deste Movimento Armilar está Manuel Matias, funcionário do Chega, pai da deputada Rita Matias que – de acordo com o jornal – fazia parte de uma lista de apoiantes num grupo privado de apoio nas redes sociais.
No entanto, contactado pelo "Correio da Manhã", Manuel Matias nega qualquer ligação e diz, até, desconhecer este movimento.
Como é que a investigação começou?
Começou com a deteção online de manifestações extremistas por parte de seguidores do MAL.
As autoridades identificaram discursos que promoviam o ódio e a violência, levando ao aprofundamento das diligências e, finalmente, às detenções.
Segue-se agora a apresentação dos seis suspeitos para um primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação. O que deverá acontecer esta quarta-feira.
Fonte: RR
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