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Segunda vaga deixará 214 mil cirurgias por fazer este ano

11-09-2020 - Inês Schreck

Uma nova vaga de covid-19 em Outubro pode ter um efeito devastador na prestação de cuidados e na saúde dos portugueses.

Uma simulação feita com base no que aconteceu entre Março e Maio, período em que foi suspensa a actividade não urgente nos hospitais e centros de saúde, indica que se aquele cenário se repetir, 2020 terminará com uma redução de 12 milhões de consultas e de 214 mil cirurgias face ao ano anterior.

Os números foram avançados ontem na apresentação do movimento "Saúde em dia - Não mascare a sua saúde", lançado pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) e Ordem dos Médicos (OM). Têm por base o Portal da Transparência do SNS e foram trabalhados pela Moai Consulting, uma empresa de consultadoria na área da Saúde.

O que acontecerá se em Outubro voltarmos a restringir o acesso ao SNS como em Março? O ano de 2020 terminará com menos 10 milhões de consultas nos cuidados primários, menos 2,3 milhões de consultas hospitalares e menos 214 mil cirurgias.

"Números avassaladores que significam que temos de nos centrar em salvar vidas", frisou o bastonário da OM Miguel Guimarães.

Mesmo sem nova vaga, o impacto da pandemia nos cuidados prestados no SNS de Janeiro a Julho deste ano (face ao mesmo período do ano anterior) já é "preocupante". Só nos centros de saúde houve menos 4,6 milhões de consultas presenciais e menos 1,9 milhões de consultas de enfermagem. Nos hospitais realizaram-se menos 998 mil consultas externas e o cumprimento dos tempos máximos garantidos degradou-se (37% foram realizados para lá do recomendado). As consultas por telemedicina (com imagem) aumentaram 40% (mais 6732 ), mas o número fica muito aquém das necessidades.

Quanto às cirurgias, segundo o estudo, houve uma redução de 99.095, de Janeiro a Julho face ao mesmo período de 2019, e cresceu o número de inscritos que ultrapassaram os tempos máximos (são agora 27%).

Exames por fazer

No mesmo período ficaram ainda por fazer 16,9 milhões de exames de diagnóstico e terapêutica, com destaque para os de Medicina Física e de Reabilitação (menos 7,8 milhões) e as Análises Clínicas (redução de 7,2 milhões).

Muitos rastreios oncológicos também ficaram pelo caminho. No cancro da mama, há menos 26 mil mulheres com mamografia nos últimos dois anos; no do colo do útero diminuiu em 30 mil o número de mulheres com colpocitologia actualizada e no cancro do cólon e do reto há menos 26 mil utentes inscritos.

Fonte: JN.pt

 

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