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Se ainda conheço o Marcelo e não "só"

02-04-2021 - Fernando Condesso

Se ainda conheço o Marcelo e não "só", concordo em que, apesar de todos irem desdramatizar, quer Marcelo quer Costa, já nada será igual, e a questão de aguentar a todo o custo o atual governo, já não está na agenda presidencial. Costa pode não chegar até ao fim da legislatura: desagrado manutenção do MAI e sobretudo a chamada a depor, desagrado com prioridades na vacinação, incapacidade de diálogo com o parlamento e aqui crescente frequência de maiorias adversas, pressão pública sobre o presidente na questão dos diplomas aprovados pela maioria da AR, sendo certo que o presidente irá em geral seguir votações com aprovação tão ampla e seguramente se juntar direitas e esquerdas contra posições autocráticas da minoria governante e casos escandalosos, tipo EDP e outros "favores" a grandes grupos, com mudanças pressionadas de governantes apreciados; podendo chegar ao ponto de rutura, começando com distanciamento em discursividade diferente assente no social, e continuando noutros sinais que levem a pluralizar vozes anticosta, além de, sem negar pequenas mudanças de governantes, mostrar não concordar, v.g., não se apressando a dar posses e multiplicando audiências com discordantes e ampliando posições em reuniões temáticas...do tipo da do diretor PSP

Realmente, os 4 maiores erros "pessoais" de Costa terão sido: arrogância pós- eleitoral com anteriores apoiantes PCP e BE, bocas na Autoeuropa de apoio a Marcelo (que nem queria apoios partidários nem dinheiros), conselho ao ex-MDN para também fazerem chamar Marcelo, pressão pública sobre Marcelo nestes 3 diplomas claramente contra o constitucionalista Marcelo que não desconhecia a dificuldade da questão e contaria que o Costa não o colocasse perante uma desautorização do TC, tudo em vez de negociar em tema em que os recados do Marcelo eram claros e colocar professores apoiantes a contestar Marcelo e por fim colocar s questão em processo no TC, em que um dos 2 tem de perder mesmo que tarde.

A questão é: porque quis Costa comprar agora esta guerra com o Parlamento e o Presidente? Seguramente que não foi pela "bacatela" comparada com os biliões ao Novo Banco e TAP, e fortuna agora perdoada à EDP, sabendo que pode alterar rubricas orçamentais e havendo dinheiro, como declarou o próprio Ministério das Finanças.

Arrogância que sempre lhe esteve no sangue? Só ou é tabu?

Fernando Condesso

 

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