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PREVARICADORES

19-02-2021 - Henrique Pratas

É público e notório que nem todos têm acatado as medidas de confinamento recomendadas em estado de emergência, mas o que é as forças de segurança têm feito para cobro a estes tipos de comportamentos, perfeitamente desajustados nesta altura, rigorosamente nada.

Como se devem recordar passou nos diferentes canais de televisão um jantar promovido por um dono de um restaurante que apelava à “libertinagem” e à abertura de todos os restaurantes, ora isto na minha opinião viola claramente o que a Instituições do Estado competentes para o fazerem, decretaram e o que é que aconteceu a este “jovem” dono de restaurante, nada.

Aqui interrogo-me se as medidas de confinamento são para todos cumpriram ou se são apenas para alguns.

Penso que as medidas decretadas são universais e se aplicam a todos sem exceção, mas o que tenho visto é que estas últimas são em maior número do que aqueles que as cumprem e que nesta altura já se encontram completamente cansados, fartos e desejosos de poderem ter uma vida mais livre, mas o vírus a isto obriga e nada se pode fazer de forma diferente a não ser cumprir com o que é estipulado, no sentido de não entupir os Hospitais e levarem os que lá trabalham à exaustão.

Portanto penalizações para quem prevarica, não ocorrem e estes insistem porque ninguém os incomoda, para mim tanto me faz até que não seja afetado, ou os restantes cidadãos que cumprem escrupulosamente com as medidas que são recomendadas, pelos atos que praticam, o problema coloca-se apenas quando estes que não tomam os devidos cuidados e vão entupir os Hospitais tirando as vagas aos que cumprem com as medidas que foram impostas porque em caso de necessidade, poderá não haver lugar para estes últimos e os primeiros, são duplamente beneficiados, primeiro porque não cumprem regras nenhumas e depois se se contaminam são tratados da mesma forma ou até prioritariamente que os restantes cidadãos.

Este tipo de comportamento não é minimamente justo ou é perfeitamente desajustado e leva a que ocorra um relaxamento nas medidas que deverão ser cumpridas religiosamente por TODOS, com o intuito da sociedade portuguesa se ver livre deste maldito vírus e possa voltar à normalidade, aliás quanto menos for respeitadas as regras exigidas maior será o tempo em que todos teremos que estar em estado de emergência, com as consequências daí decorrentes e isto maus caros não agradável para ninguém, porque a seguir a esta situação virá uma outra que também irá exigir muito de todos nós, que é a situação económica do País, ninguém sabe como é que vamos ficar, ou que mais esforços é que nos serão exigidos e existe um outro fator muito importante é como é que será o comportamento da sociedade após pandemia.

Existem uma série de incógnitas que desconhecemos, as que estamos agora a passar agora em fase de pandemia e as que decorrerão após o fim desta se é que ela terminará algum dia, existem várias incógnitas nestas equações que nós desconhecemos como é que se vão comportar ou que efeitos é que causarão na sociedade.

Concomitantemente com todas estas dúvidas está a decorrer o processo de vacinação, cujos critérios são desconhecidos de todos nós e temos assistido a muitos ziguezagues e a vacinações realizadas fora de alguns critérios que foram enunciados, sendo que estes mesmos critérios já tiveram várias versões e nós continuamos sem saber qual o que prevalece.

A nossa sorte neste processo todo é escapar, ou como se diz na gíria “passar entre os pingos da chuva” porque se somos apanhados neste sistema estamos completamente tramados e abandonados à nossa sorte.

O momento porque passamos é delicado, critico, mas há uma coisa que eu não entendo se existem mais pelo menos mais duas vacinas no mercado uma a Sputnik, de origem russa e uma outra de origem cubana que eles até oferecem, tendo sido já reconhecidas pelas organizações da saúde que têm como função reconhecer a fiabilidade destas vacinas, porque é que apenas estamos a utilizar as vacinas da AstraZeneca e da PFIZER?

Se se pretende salvaguardar a saúde de todos os cidadãos será que não seria melhor socorrermo-nos de todas aquelas que se encontram disponíveis no mercado e devidamente reconhecidas pelas autoridades de saúde, deste modo a rutura de stocks e a falta de capacidade de produção não poderiam ser invocadas e a vacinação dos cidadãos ocorreria com uma maior rapidez.

Henrique Pratas

 

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