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SÓ ACABARAM OS LAÇOS FAMILIARES NO GOVERNO

22-11-2019 - Henrique Pratas

O Costa, como o nosso coordenador do Noticias de Almeirim, designa o Presidente do PS e simultaneamente Primeiro-Ministro só se lembrou de não incluir neste novo (Des) Governo membros familiares, se é que isto é verdade, ainda estamos para o saber, por uma questão de coerência o Costa deveria ir aos organismos públicos da Administração Central e Local e proceder do mesmo modo.

Na Local está impedido porque quem manda são os autarcas e aí ele não mete o bedelho sejam eles laranjas ou rosas, o mesmo se passa em relação há Administração Central, porque está atado de mãos e pés para mexer no que quer que seja, porque os compromissos assumidos com os laranjas e rosas são mais do que muitos.

Tivesse ele a coragem de o fazer e iria encontrar situações ignóbeis, presidentes e vice-presidentes com as mulheres colocadas em lugares de chefia é um vê se te havias e isto no final do mês representa um rendimento disponível para o casal muito significativo.

Acontece que são estes senhores que vêm depois falar e elaborar manuais de ética e conduta, que obviamente só se aplica aos outros a eles não, isto é uma situação perfeitamente escabrosa e todos mas todos os políticos se fazem valer dos cargos públicos para colocar mulheres, filhos, enteados e outros parentes, sim porque as coisas ficam bem é em família.

O que acontece em Portugal na Administração Pública, não deveria acontecer mas acontece e mais do que aquilo que imaginamos, por isso temos a Administração Pública que temos, Corporativa como no tempo de Salazar e Caetano, esta é a forma de controlar a sociedade e o 25 de abril ainda não ocorreu na Administração Pública porque manter o status quo é muito importante e deste modo controlam-se as vontades de quem lá trabalha, quem se arrisca a não concordar com as chefias é logo apelidado de ter mau feitio e é descriminado porque não alinha nas palhaçadas que promovem, sim porque se analisarmos a maior parte das ações que promovem não passam disso e assim dá-se continuidade há obra iniciada por Salazar e Caetano e mantém-se uma Administração bolorenta, bafiosa que independentemente de todos os “SIMPLEXs”, que queiram melhorar o funcionamento da mesma nada resulta porque as chefias são os primeiros a boicotar todos estes processos, porque esta é uma forma de perderem o que eles designam por poder, para quem não tem imaginação o poder é isto e não passa disto, nada como controlar todos os papeis/documentos que entram num determinado serviço da Administração Pública.

Mas algumas chefias têm habilidade para outros atos, como seja o de um dirigente da Segurança Social responsável pela área dos estrangeiros, que num dos dias pediu há tesoureira que lhe facultasse a palavra-passe do sistema, porque precisava de fazer uma coisa urgente, a senhora na sua boa fé e porque era o chefe que lha pedia facultou-a com a melhor das boas vontades.

Uns dias mais tardes vieram-lhe os amargos de boca, porque a policia judiciária fez uma investigação e descobriu que faltavam milhões de euros nos cofres da Segurança Social, a senhora foi logo detida mas nunca se lembrou que tinha facultado a palavra passe ao seu superior hierárquico, lembrou-se apenas nos dias em que esteve detida e comunicou isso há policia judiciária. Eles foram busca-lo para ser investigado, afinal tinha sido ele estava com os “bolsos” cheios os milhões estavam nas suas contas bancárias e veio-se a saber que tinha sido ele a fazer os movimentos cruzando as horas e datas a que tinha sido feitas com as picagens de entrada e saída dos funcionários, já que as chefias estão isentas de o fazerem.

De nada valeu há senhoraesta descoberta a não ser ter sido posta em liberdade porque a Segurança Social instaurou-lhe um processo com intenção de despedimento, sem que pudesse voltar a entrar nas instalações da Segurança Social e sem direito a receber a qualquer espécie de remuneração.

Perdeu a casa que estava a pagar ao Banco, teve que alugar uma mais barata, e como trabalho arranjou trabalhos domésticos e lavagem de escadas, em diferentes prédios. Na altura em que me contou isto, pediu-me por tudo ara não contar a ninguém porque estava cheia de vergonha, respeitei a sua vontade, agora que o processo em Tribunal já está a andar, mas muito lentamente face há gravidade do que aconteceu.

Oh, Costa, se porventura leres este texto observa o que andas a fazer e vê lá se escreves direito por linhas tortas.

Henrique Pratas

 

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