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Hospital de Santarém

09-11-2018 - Henrique Pratas

Na passada terça-feira desloquei-me ao Hospital de Santarém para visitar uma minha familiar e fiquei revoltado com aquilo que vi. Fui á visita que termina às 20 horas, cheguei por volta das 18 horas e subi ao 7.º piso onde se encontra a minha familiar, o quarto foi concebido para abarcar 3 doentes, com poltronas nas paredes que estão voltadas para os pés das camas, falei o que tinha a falar e sentei-me numa das poltronas e comecei a observar o estado de degradação em que o Hospital se encontra, as camas estão uma lástima, as condições para o exercício das funções dos enfermeiros e auxiliares médicas são do piorio, já para não falar no dos médicos. Ouvindo as conversas tomei conta que existiam pacientes há espera para realizar exames auxiliares de diagnóstico, uns esperam 3 dias outros 4 e outros nem sequer tempo têm para esperar pois quando chega a sua vez, já partiram para o local onde todos iremos parar.

As enfermeiras e as auxiliares médicas fazem o que podem e às vezes fazem mais do que as condições que têm para executar as suas funções em condições.

Já há uns largos anos tinha “passado” por aquele Hospital porque fiz uma fratura de externo num acidente que tive nos campos do Arripiado e na altura o Hospital parecia-me mais limpo, asseado, mais cuidado e com o acesso às instalações mais limpas, desta vez não pura e simplesmente senti que estava a entrar num local que era um nojo para os pacientes, para quem lá trabalha e para os visitantes. Foi esta a melhoria que o Ministério da Saúde realizou durante os diferentes Governos nos Hospitais Portugueses, neste período de tempo? Se não morrermos do mal morremos com certeza da cura e já agora os nossos Governantes quando têm que se socorrer utilizam estes Hospitais, ou em cada um deles existe uma sala de acordo com o estatuto do paciente para ser conveniente tratado, pra a meu ver existem doentes de 1º; de 2ª e os restantes que nem se quero me atrevo a qualificar.

O que vi e foi num curto espaço de tempo foi mau de mais para ser verdade, ainda hoje ao escrever este texto estou incrédulo que vi, mas 400.000 milhões de euros para “salvar” o Novo Banco estão disponíveis, independentemente da “excelente” gestão do seu Presidente, remunerado “miseravelmente”.

Aproveitando o ensejo para vos escrever sobre o Hospital de Santarém aproveito e escrevo-vos também pelo Hospital da Maia, onde as crianças com cancro estão a ser tratadas em pavilhões que se utilizam nas obras.

Já se constituiu uma Comissão de voluntários para arranjarem dinheiro para construírem um Hospital de raiz e com as condições devidas para que aquelas crianças sejam tratadas convenientemente e depois de todos os protocolos assinados pela Associação criada para o efeito, pela Administração do Hospital, que apenas cede o terreno e empresários da construção civil e outros doadores de índole privado, depois de terem um projeto de arquitetura para a construção do terreno, como mandam as regras, devidamente aprovado pelo Município, vem agora um “inteligente” do Ministério da Saúde dizer que estas obras não se podem realizar e que estão a olvidar todos os esforços para que estas se concretizem o mais rapidamente possível.

Apetecia-me escrever uma série de impropérios, mas por respeito a quem poderá ler este meu texto, não o farei, mas não vou deixar de reiterar que são crianças que têm cancro e que estão a ser tratados nas piores condições possíveis, será que esta gente que decide sobre estes assuntos andou na escola com o “Mengele”.

Os limites da razoabilidade estão a ser ultrapassados pela incompetência de quem nos Des) Governa, que sofre de obsessão do deficit e não olha par o estado de uma população que se encontra com a corda na garganta e que todos os dias tem que contar os cêntimos pata poder sobreviver.

Que raio de gente é esta?

Henrique Pratas

 

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