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Marcelo sugere aos políticos que façam voluntariado

23-03-2018 - Henrique Pratas

Hoje fui confrontado com a notícia que vos transcrevo e mais uma vez o senhor Presidente da República está a imiscuir-se no poder governativo, ou pior ainda está a afirmar que detentores de cargos políticos não fazem voluntariado.

O Presidente da República defendeu ainda que o voluntariado cívico faça parte da vida escolar.

O Presidente da República considerou que o voluntariado cívico talvez devesse ser praticado por políticos e dirigentes dos parceiros económicos e sociais e defendeu que deve fazer parte da vida escolar, como "um tempo curricular e não extracurricular".

"Não sei se o voluntariado não devia chegar mesmo aos parceiros políticos, económicos e sociais, a todos os níveis. Era uma forma interessante de, para além do voluntariado cívico que cumprem, terem um voluntariado social complementar – que muitos dentro deles vão exercitando, a nível local, sem conhecimento público", declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na sede da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, numa cerimónia de lançamento de uma nova plataforma online, "Tempo Extra", que foi apresentada como forma de intermediar organizações sem fins lucrativos e empresas, para estas encaminharem - em termos que não foram detalhados - os seus trabalhadores em fase de passagem à reforma para voluntariado.

Numa intervenção no final da cerimónia, o chefe de Estado defendeu que o voluntariado deve ser encarado como "uma responsabilidade comunitária", como "uma tarefa cívica" que faz "parte da vida normal, corrente" dos portugueses: "Esse é o salto qualitativo, que é um salto cultural, de cultura cívica, que tem de ser dado".

"Quanto mais empresas, melhor, quanto mais instituições públicas, melhor", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se com "a intervenção da Marinha Portuguesa", na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas, mas afirmou que "é preciso ir mais longe, é preciso sensibilizar as escolas, sabendo que é difícil".

Segundo o Presidente, professores, pessoal não docente, alunos, devem compreender "que esse tempo extra deve ser como que um tempo curricular e não extracurriculares”, que “faz parte da essência da escola, na construção, na formação daqueles que por lá passam, todos".

Na minha opinião esta é uma direta aos detentores de cargos políticos que não voluntários em nada e muito mais do que isso, vivem bem à custa das mordomias que auferem sem sequer ser solidários com os mais desfavorecidos.

Só enfia a carapuça quem não pratica o que o senhor Presidente da República afirma, cada um na minha humilde opinião deve ser solidário e cidadão de plenos direitos, se o não são, à nossa classe política o devemos e à Administração Central e Local.

Henrique Pratas

 

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