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Sábado 24 de Fevereiro de 2018  
Notícias e Opnião do Concelho de Almeirim de Portugal e do Mundo
 

Episódio

02-02-2018 - Henrique Pratas

Há sempre alturas para tudo, após a morte de Edmundo Pedro um dos fundadores do PS como é do vosso conhecimento atrevo-me a contar a um dos episódios que tive oportunidade de presenciar e que definiu muito bem o caráter de um homem despegado deste formalismo que nos pretendem impor.

Foram apenas tês pessoas que tiveram o privilégio de o presenciar eu, o Edmundo Pedro e o homem que estava na caixa do parque de estacionamento aqui na Rua Mouzinho da Silveira em Lisboa.

O parqueamento das viaturas era ao tempo pago numa caixa central que se encontra no piso -1, eu nesse dia também lá tinha estacionado a viatura e quando me dirigi para a caixa para liquidar o meu estacionamento apercebi-me que o Edmundo Pedro estava à minha frente e deparei-me com uma conversa que considero brilhante e que define o carácter de um Homem.

Eu não me recordo exatamente a quantia que ele tinha que pagar, o que sei é que não tina com ele dinheiro que chegasse para perfazer a quantia a pagar, faltava-lhe muito pouco, um valor irrisório, eu pensei em tomar a iniciativa em lhe dar o que faltava, mas esperei para ver como é que a bota seria descalçada.

O Edmundo Pedro perguntou ao funcionário se tinha multibanco ao que ele lhe respondeu que não, aquele então como é que vamos resolver isto a mim não me apetece voltar à rua para levantar dinheiro e rapidamente lhe atira a hipótese de o questionar se aceitavam cheques o funcionário, já a mudar de cor e desconfortável disse-lhe que sim, o Edmundo Pedro rapa da carteira onde tinha os cheques e emite-lhe um cheque para liquidar uma quantia perfeitamente irrisória e eu fiquei com uma vontade de rir e aprendi muito com aquela ação, o prestador de serviços tem que se prevenir para todas as situações e tanto mais quando as pessoas têm um comportamento e carácter perfeitamente imutável quando a razão lhes assiste. Se isto tivesse acontecido com outro dos cidadãos o desfecho não teria sido este porque as pessoas não pugnam pelos seus direitos, no episódio que partilho convosco deram-se mal porque se esgotaram todas os meios de pagamento, até que sobrou o cheque que como sabem é um meio de pagamento que muitas entidades teimam em não aceitá-lo como tal, na circunstância que vos conto foram esgotados todas as formas de pagamento perante a entidade prestadora do serviço, como ela não tivesse resposta para as alternativas apresentadas restou a do cheque, a que eles não puderam dizer que não.

Henrique Pratas

 

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