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A SARDINHA JÁ NÃO É PARA OS POBRES

10-11-2017 - Henrique Pratas

Talvez não tenham dado conta mas o preço da sardinha triplicou nos últimos seis anos.

Portugal continua a importar mais do dobro da sardinha que exporta, o que é estranho para um País, voltado para o mar, mas que por razões desconhecidas o ex-presidente da república enquanto primeiro-ministro, não destruiu a frota pesqueira não descansou, mais uma das suas grandes medidas que tomou e de que se pode orgulhar, deixámos de ser auto suficientes para e exportar sardinha para a importarmos, medidas que ninguém entende a não ser os “inteligentes”.

O preço médio da sardinha mais do que triplicou (aumento de 222%) entre 2010 e 2016, ao subir 1,42 euros em termos do valor médio por quilograma nestes seis anos, segundo os dados da DOCAPESCA.

Neste período, o preço apenas baixou em 2016, 2,06 euros, segundo a instituição do setor empresarial do Estado, que nos seus últimos registos semanais de 2017 contabilizou preços entre 3,14 e 0,47 euros por quilo.

Acompanhando a diminuição das capturas, em 2010, o valor médio era de 0,64 euros (referentes a 57 mil toneladas), passando para 0,76 euros no ano seguinte (54 mil toneladas). Em 2012, ultrapassou-se um euro por quilo (1,30 euros em 32 mil toneladas) e em 2013 comprava-se, em média, um quilo de sardinha por 1,43 euros.

Em 2014 um quilo custava quase dois euros (1,99 euros, quando foram transacionadas cerca de 16 mil toneladas), tendo no ano seguinte ultrapassado em 19 cêntimos os dois euros (14 mil toneladas), ou seja, o preço médio mais elevado dos últimos 20 anos.

Já em 2016 registou-se a primeira descida do preço em seis anos, quando valor se ficou nos 2,06 euros e quando foram transacionados em lota 13,4 mil toneladas.

Nos registos disponibilizados pela DOCAPESCA, referentes à semana entre 18 e 22 de setembro o preço médio máximo, encontrado na lota de Matosinhos, era de 3,14 euros, enquanto o preço médio mínimo era de 0,47 euros, registado na Costa da Caparica.

Ao contrário das restantes quotas de pesca, atribuídas pela União Europeia, as da sardinha são geridas e fixadas por Portugal e Espanha, com base nos pareceres do Conselho Internacional para a Exploração dos Mares (ICES, na sigla inglesa), que tem recomendado uma drástica redução das pescas para travar o declínio do 'stock'.

Em 20 de outubro, o ICES recomendou a suspensão da pesca da sardinha em Portugal e Espanha em 2018, mas apontou, contudo, vários cenários de limites de capturas, estabelecendo como máximo as 24.650 toneladas.

Portugal importa o dobro da sardinha que exporta

Portugal continua a importar mais do dobro da sardinha que exporta, segundo dados do INE que indicam a venda de 6,1 mil toneladas e a compra de mais de 14,5 mil toneladas entre janeiro e agosto deste ano.

Segundo os dados preliminares facultados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) à agência Lusa, nos primeiros oito meses deste ano, Portugal exportou 6,1 mil toneladas (quase 6,2 mil toneladas quando se incluem dois géneros - sardinops e sardinelas), contabilizando peixe fresco e congelado. O valor foi de quase 12 milhões de euros.

No mesmo período de 2016 as vendas ao exterior, segundo dados provisórios do INE, ultrapassaram as 4,8 mil de toneladas (quase 5 mil de toneladas, com a inclusão dos géneros sardinops e sardinelas) e os 10,8 milhões de euros. Na totalidade do ano passado, a exportação foi de 7,5 mil de toneladas, correspondendo a 15,4 milhões de euros.

Nas importações, com destaque para o peso da sardinha congelada, as estatísticas provisórias mostram em 2016 um total de quase 25 mil toneladas (25,6 mil toneladas com géneros) e um valor de 32,6 milhões de euros. A importação de espécie congelada chegou quase às 18 mil toneladas e a aproximadamente 20 milhões de euros.

Espanha é o principal parceiro de Portugal no comércio de sardinha, mas a balança comercial ainda é deficitária, pois nos oito primeiros meses deste ano as importações representaram quase o dobro das exportações.

Ora aqui está mais um “belo” trabalho que os governantes acolitados por “competentes” ministros do governo com maioria absoluta e com a liderança do que viria a ser futuro Presidente da República.

O que nos vale é o que os números por si só não nos dizem nada, mas quando os associamos às medidas tomadas pelos “brilhantes” politicas que conduziram o nosso País no sentido de criar ao povo português as melhores condições de vida, eles dão-nos exatamente o que de bem fizeram por nós, eu nem sei como é que este “povo” lhes pode agradecer o que de bom fizeram por ele, têm uma divida de “gratidão” inqualificável.

Henrique Pratas

 

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