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Questões Oportunas

Listas de espera sob suspeita no SNS
03-11-2017 - Redacção

A ideia de uma “auditoria independente e urgente” tinha sido lançada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, no dia seguinte a ter sido conhecido o relatório da auditoria do Tribunal de Contas.

O Governo vai criar um grupo técnico independente para avaliar os sistemas de gestão das listas de espera para consultas e cirurgias, após um relatório do Tribunal de Contas que pôs em causa a fiabilidade dos dados oficiais.

Na proposta de despacho do Ministério da Saúde, o Governo admite que importa assegurar a fiabilidade dos sistemas de gestão do acesso a cuidados de saúde em funcionamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na proposta de despacho que aguarda publicação em “Diário da República”, é determinado que os sistemas sejam avaliados por um grupo técnico independente, de modo a assegurar a transparência, a credibilidade e a confiança no processo dos sistemas de gestão de acesso a cuidados de saúde.

O mesmo grupo independente deve avaliar a qualidade e a robustez dos indicadores de acesso a consultas e cirurgias que têm sido publicados e emitir recomendações para melhorar a informação. O grupo terá cerca de dois meses após a publicação do despacho para apresentar um relatório final.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, preside a este grupo técnico, que integrará representantes dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, da Direcção-Geral da Saúde, da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, da Entidade Reguladora da Saúde, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, de associações de doentes e da comunidade académica.

O relatório do Tribunal de Contas divulgado na semana passada vem contrariar números da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que apontavam para menos tempo de espera na primeira consulta de especialidade dos hospitais públicos.

Mais tempo de espera para uma consulta hospitalar e mais utentes a aguardarem por uma cirurgia entre 2014 e 2016 foram alguns dos aspetos identificados pelo tribunal.

Numa reação a estas conclusões, o bastonário dos Médicos considerou que o relatório “põe mesmo em causa a fiabilidade dos dados fornecidos pela ACSS, que afirma serem falseados através de ‘procedimentos de validação e limpeza das listas de espera’”.

Vamos esperar par ver, porque quem é utente do SNS, não precisa de qualquer tipo de inquérito para tirar as suas conclusões basta deslocar-se há Unidade de Saúde onde pertence e observar som os seus olhos e tira as conclusões em frações de segundos.

Posso-vos escrever que em Unidades de Saúde, construídas em 2016, novas, se andam a fazem obras com as mesmas em funcionamento sem o menos respeito mínimo pelas condições de salvaguarda da saúde e higiene dos utentes e de quem lá trabalha. Tentei encontrar em contacto com a área responsável nestas situações em que decorrem obras sem o mínimo de condições e a resposta que obtive foi que se não fosse Estado eles podiam intervir como não é nada podiam fazer, isto é o Estado pode desrespeitar as Leis que aprova, mas não se obriga a cumpri-las, com estas e com outras fico cada vez mais elucidado sobre o país onde vivo.

Henrique Pratas

 

 

 

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