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Questões Oportunas

DEMISSÕES……
27-10-2017 - Redacção

Assistimos nestes últimos tempos muitas pessoas a solicitar a demissão deste ou daquele membro dos diferentes Governos, sem pretender defender qualquer um deles afigura-se-me importante “descascar” este conceito e questionar se pedir a cabeça doe um ministro é solução para alguma coisa, considerando que este apenas representa uma pasta ministerial, existem outras pessoas dentro da estrutura hierárquica que têm tantas ou mais responsabilidades que o ministro dado que são eles que lhes fornecem as informações sobre os factos respeitantes ao Ministério. Acrescento-lhes que eu sou mais pela responsabilização do que pela demissão politica, que a meu ver é a mais simples, que como sabem poderá partir do próprio ou no caso português do 1.º Ministro.

Demissão (do latim demissione) ou desligamento é o termo aplicado para a rescisão de uma atividade remunerada. Trata-se de uma prática que pode ser adotada por parte das empresas na busca de competitividade em tempos de globalização. Neste sentido, outros métodos de reorganização das empresas e que implicam em algum tipo de corte de pessoal têm sido adotados, sendo os mais comuns: downsizing, reengenharia, fusões, aquisições, dentre outros. Facto é que a demissão bem como a sua consequência, o desemprego, provocaram significativas transformações nas relações de trabalho e emprego e passaram a ser vistas como sendo inevitáveis para as organizações. Demissões, bem como admissões, são acontecimentos corriqueiros no ambiente corporativo. Assim, ao fazer uma retrospetiva no âmbito académico, percebe-se que o interesse por esse tema ocorreu a partir da depressão americana (por volta da década de 1930) até o início da década de 1980, as conclusões mais relevantes foram:

  • são vários os reflexos negativos que a perda do emprego acarreta na vida da pessoa demitida;
  • existem um conjunto de fatores que influenciam o impacto da demissão, por isso ele costuma variar de pessoa para pessoa;
  • é necessário levar em consideração tanto as dimensões objetivas como as subjetivas.

Causas

Vale a pena ressaltar que tanto o funcionário quanto o empregador podem dar início ao processo de desvinculação da empresa. Este ocorre por diversos motivos, por isso é de extrema importância analisar o contexto em que se insere a dispensa do trabalhador. Há leis que regulam o processo de demissão, e essas devem ser seguidas para evitar problemas futuros.

Sobre a demissão :

Pode ser feita por justa causa. Nesse contexto, o empregado perde direito de todos os benefícios previstos por lei (aviso prévio, férias vencidas, férias proporcionais, subsidio de natal proporcional e vencido);

Sem justa causa (nessa situação o empregador deve solicitar os seus direitos, que são garantidos por lei);

Pode ocorrer ao término de contrato de trabalho temporário;

Por vontade do empregado, voluntariamente, existindo a possibilidade da empresa exigir que o funcionário cumpra o aviso prévio;

Pelo empregador de acordo com as adversidades (como falência ou reforma).

Efeitos organizacionais

Sabe-se que a demissão ocasiona diversas consequências para o âmbito organizacional, por exemplo, os efeitos no ambiente de trabalho, na eficiência interna, na eficácia organizacional, nas relações de trabalho e na imagem externa.

Desde os anos 1980, foram acontecendo várias mudanças no âmbito organizacional e por isso, as relações de emprego foram afetadas também. A partir disso, surgiram novas formas de trabalho, sejam elas informais, em períodos integrais e temporários, jobsharing e a terceirização, aumentando assim as demissões nas organizações.

 

Dessa forma, a empresa precisa estar atenta aos funcionários que permanecem, se reorganizando e compreendendo que os efeitos causados atingem níveis diversos e somente dessa forma, pode-se conduzir um processo transparente e prezar para que os funcionários que permaneçam na empresa, continuem produzindo da mesma forma.

As empresas são tão mal preparadas quanto os funcionários, quando o assunto é demissão. A forma que a empresa conduz o processo, pode ser entendida pelos funcionários que permanecem, como um "recado" de como reconhece ou não os seus colaboradores. Em razão disso, podem surgir problemas como baixa autoestima, sarcasmos aos esforços demandados para tal atividade, falta de envolvimento pessoal, dentre outros. É importante lembrar, que a demissão em alguns casos, torna-se necessária, por problemas que fogem do controle da empresa, como aspetos económicos, ambientais, tecnológicos, dentre outros. Mesmo assim, é necessário que a organização se preocupe com estratégias de mudanças na forma de como gerir os remanescentes, ao invés de focar somente na redução de custos, podendo optar também por outras alternativas em relação a demissão, como transferências e reaproveitamento de pessoal.

Efeitos no indivíduo

Além dos efeitos organizacionais supracitados, a demissão causa efeitos principalmente no membro demitido, ou seja, na pessoa que deixou de fazer parte do "quadro de funcionários" da organização. Esses efeitos são sociais, económicos, emocionais, físicos, psicológicos, dentre outros.

Efeitos económicos e sociais

Os empregados são consumidores e com a perda do emprego eles têm seu poder de compra minimizado, ou seja, após ser demitido o indivíduo tende a consumir bem menos do que uma pessoa que está empregada por alguma organização. Neste sentido, muitos economistas defendem que se o volume de pessoas desempregadas for muito grande, os impactos económicos disso serão extremamente significantes. Em tempos de crises, o aumento do desemprego aumenta ainda mais a recessão da economia. No âmbito social, as demissões, principalmente quando mal conduzidas, podem trazer efeitos terríveis para o indivíduo demitido. Ao parar de fazer parte de determinada organização, a pessoa pode também pode querer se isolar socialmente, ficando propensa a anomalias sociais, como suicídios, além da propensão a prática de crimes.

Efeitos emocionais

A demissão pode ser emocionalmente fatal para o demitido, principalmente em função do estresse acarretado pela experiência vivida. Muitos estudos revelam que a perda de emprego está fortemente vinculada com o estresse na vida das pessoas e outras pesquisas mostram que perder o emprego pode criar o mesmo tanto de estresse que é causado quando se perde um ente querido, chegando a ser mais estressante que um divórcio. Dependendo da situação emocional que o indivíduo se encontra após a demissão, ele pode obter problemas mais graves como a depressão e isso faz com que o demitido encontre diversas dificuldades no momento de se realocar no mercado de trabalho.

Efeitos psicológicos

Diversos autores defendem que o desemprego causa perda de segurança e da autoestima do indivíduo, isto é, a demissão faz com o demitido se torne uma pessoa insegura em relação aos seus familiares, aos outros profissionais e a si mesmo. É comum que após um processo de desligamento da organização o indivíduo se sinta menos capaz que os outros, tendo a sensação de inutilidade.

Efeitos comportamentais

Por fim, a perda de emprego acarreta efeitos comportamentais nos indivíduos. Tais efeitos são uma espécie de consequência de outros já abordados anteriormente (emocionais e psicológicos) e acabam por interferir profundamente nos aspetos sociais, familiares e profissionais do indivíduo. O emprego é algo extrínseco e, portanto, fora do controlo do indivíduo. Dessa forma, é natural que ao perder o seu emprego a pessoa não faça a mínima ideia de quando conseguirá outro, de quanto tempo ficará desempregada, o que ocasiona um comportamento de apatia e uma perda de estímulo. Tal comportamento tem relação com um efeito psicológico já tratado acima, a perda da autoestima. Uma vez desestimulado, o indivíduo não encontra forças para mudar a situação em que se encontra, ao contrário, ele passa cada vez mais a reforçar o seu comportamento, fazendo que ele se inicie, retome ou piore hábitos abusivos, como o consumo de drogas lícitas e ilícitas.

RESPONSABILIZAÇÃO

Como o próprio nome indica a responsabilização encerra em si o facto de a pessoa que toma decisões ser aquela que assume a responsabilidade pelas suas consequências. Independentemente de parecer ser muito simples ele é mais complexo do que muitos de nós pensa e é raro na sociedade em que vivemos assistirmos a pessoas que assumam ao atos que praticam porque ao fim e ao cabo é disso que se trata, a assunção dos atos que praticamos e isso aprende-se muito cedo, eu diria que no ensino básico este predicado deve começar a ser incutido nas crianças que iniciam a sua formação, vou mais longe entendo que quando entram para o ensino básico este embrião já deve fazer parte da criança que inicia a sua formação académica, normalmente este conceito é incutido pelos pais ou pelos avós.

Este conceito encerra em si que não existe um único responsável ela é partilhada consoante os diferentes níveis da estrutura hierárquica, sendo certo que as chefias intermédias são os primeiros responsáveis se alguma coisa correr mal e também no caso de as coisas correram bem são igualmente merecedores de palavras de apreço no mínimo. Mas o responsável máximo é sempre em meu entender quem se encontra no topo da cadeia hierárquica, no caso vertente a Ministra da Administração Interna, ou um outro responsável de topo hierárquico. Muito raramente nós assistimos a que estes saiam a terreiro e assumam elas as responsabilidades, toda a gente se encolhe entre os pingos da chuva que teima em não cair. Independentemente e como já vos escrevi de o responsável de topo da cadeia hierárquica assumir as responsabilidades, não quer que depois ao nível interno não apure as responsabilidades nas chefias intermédias e verifique onde é que ocorreram falhas, porque uma estrutura organizacional não se compõe apenas por uma pessoa existem outras mais que colocadas como comissários políticos ou por meios menos transparentes não sejam também coresponsabilizados pelas informações e pelo trabalho que desempenham.

Nós em Portugal não estamos habituados a isto e deveria ser tempo de nos começarmos a habituar a este tipo de comportamento, porque não basta apenas receber o vencimento no final do mês é necessário que as pessoas a todos os níveis sejam responsáveis, desde o topo da cadeia hierárquica até ao mais baixo da mesma, todos são responsáveis pela execução das funções que lhe estão atribuídas e todo o trabalho desenvolvido deveria ser considerado com dignificante e como um contributo para uma sociedade que se pretende que seja melhor. Mas como sabem não é isto que acontece, mas estamos no caminho errado, porque fazer bem ou mal as tarefas que estão atribuídas a cada um dos trabalhadores, não é merecedor de qualquer tipo de apreço seja ele positivo ou negativo, não se estimula o desempenho profissional e entrámos no laxismo, tão faz fazer bem ou mal e às vezes quem não desempenha as suas funções de forma diligente ainda é premiado, ora isto constitui um péssimo exemplo para os restantes trabalhadores a todos os níveis. Depois temos os “casmurros” que independentemente de serem premiados ou não desempenham as suas funções da melhor forma que sabem e muitas vezes são considerados dentro de uma organização como personas non gratas. Com tanta confusão de conceitos de falta de valores construiu-se a sociedade em que todos nós vivemos e que para alguns de nós já não tem ponta por onde se lhe pegue e já nada funciona, considero que conseguimos alcançar metas inatingíveis no pior sentido do termo. Todos os números que são enviadas cá para fora pala nos iludirem não são reais é mais poeira que vem do norte de África que nos querem atirar par os olhos e o que é curioso é que este Povo vai nisto e eu tenho muita dificuldade em entender este tipo de comportamento, mas como já escrevi o mesmo é soberano e é ele que em últimas instâncias decide e se ele decide desta forma é porque o que está em prática é o que desejam e quem sou para os poder contrariar.

No casos lamentáveis dos fogos que ocorreram no nosso País, não foi só a Ministra da Administração Interna que falhou, e eu não tenho procuração nem pretendo aligeirar a sua responsabilidade que a tem, mas muitos mais estão envolvidos e deles ninguém fala, porque se encolheram e à boa maneira portuguesa onde a prática da politica é muito baixa, o mais simples foi pedir a cabeça da Ministra, mas tudo o resto se mantem constante, quero eu escrever com isto, encontrou-se um bode expiatório, pediu-se a sua demissão ela fê-la e o assunto está aparentemente resolvido. Não meus caros o assunto está muito longe de ser resolvido e todos os partidos do arco da governação sem exceção que estiveram em exercícios governativas têm responsabilidades neste assunto ninguém sai bem dele, seguindo esta lógica medíocre todos os titulares do cargo de Ministro da Administração Interna, quaisquer que fossem as funções que desempenham nos nossos dias deveriam ser responsabilizados por omissão de não desenvolverem ou colocarem as medidas em prática para prevenirem este acontecimento, todos mas todos sem exceção são responsáveis e não apenas a atual titular da pasta da Administração Interna. Um dos grandes males do nosso País está neste simples facto é que cada Governo eleito, só governa para uma legislatura com o objetivo último de ser eleito para uma nova e com este pensamento retrógrado, mesquinho e redutos é impossível implementar medidas que levam 20 ou 30 anos a ser implementadas porque se governa sempre a curto prazo e com o objetivo como já referi de fazer obras de fachada com o intuito de iludir o eleitos para que voltem de novo a ser eleitos.

Tudo isto, no meu entendimento é perfeitamente errado e os resultados estão há vista, só não vê quem não quer.

Gostaria de avançar mais neste tema, mas isso levar-me-ia a escrever um texto muito denso e longo, todavia não queria terminar sem deixar algumas questões em aberto para que possamos pensar nelas, a responsabilidade da gestão das florestas cabe a apenas ao Ministério da Administração Interna, então e o Ministério da Agricultura e o do Ambiente, qual é o papel que desempenham neste processo, provavelmente valeria a pena equacionar a gestão do parque florestal em todas as vertentes e sobre todos os aspetos e reorganizar as competências organizacionais e concentrar todas as valências num só Ministério que do ponto de vista operacional acompanhasse todo o processo relacionado com a gestão do parque florestal em todas as suas vertentes, talvez deste modo não de desperdiçasse tantos meios e teríamos um serviço concentrado que daria resposta mais adequada e em tempo oportuno em tudo o que deve ser considerado o desenvolvimento, ordenamento, proteção e segurança das nossa florestas.

Termino fazendo-lhes uma recensão para um trabalho realizado pelo arquiteto Ribeiro Teles, homem que sempre se preocupou com estas coisas das florestas, que tem pelo menos mais de 30 anos, onde podemos encontrar tudo o que ele entende o que se devia fazer para que a floresta fosse um pulmão deste País, o seu desenvolvimento devidamente acompanhado e a sua manutenção/segurança fosse levada em linha de conta, obviamente que no trabalho que ele apresentou, existem aspetos que são discutíveis e que na altura em que o mesmo foi apresentado eu tive a oportunidade de lhe levantar algumas questões que entendia colocar, dado que uma das cadeiras do meu curso em Economia, na vertente de Desenvolvimento Regional, versava estas matérias. A resposta ao tempo que aquilo era apenas um trabalho que ele, preocupado com estas questões decidiu fazer e que estava consciente que havia aspetos a melhorar.

Se tiverem oportunidade, tempo e paciência, consultem-no e vão ver que nesse documento está o embrião do que deveria ser a gestão do parque florestal, o que é que foi feito durante estes anos todos, rigorosamente nada, criaram-se organismos e mais organismos, a proteção civil que é um sorvedouro de dinheiros públicos como se tem vindo a constatar e se for realizada uma investigação digna desse nome a esta entidade vamos ficar a saber coisas que não vamos gostar.

Um último aspeto que não queria deixar passar em claro e que considero importante, o que é que se fez em termos de educação/formação junto das populações que se habituaram ao longo de diferentes anos a fazer queimadas segundo critérios ancestrais, ora já ma faltava fazer a menção ao trabalho que o Ministério da Educação deveria fazer junto da população mais jovem para que fossem criados hábitos e procedimentos de como se deve lidar com a floresta.

Eu com este texto que está longe de ter esgotado o tema, não pretendo mais nada do que chamar à atenção para determinados aspetos que considero importantes, outros tantos faltarão, eu próprio não os escrevi todos mas o que pretendo é que reflitam neste assunto e se possível, intervenham nos locais próprios e defendam os vossos pontos de vista, porque muitos de vocês tem um conhecimento fatual do que é a floresta, das atrocidades que se cometem, do que se deve e não fazer do que eu, não deixem é que alguém decida por vós, porque as consequências diretas como podem ver não caem naqueles que estão nos locais de decisão, caem sim naqueles que habitam nos locais onde podemos encontrar florestas.

Henrique Pratas

 

 

 

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