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Questões Oportunas

O BARRIL DE PÓLVORA ROUBADO DE PORTUGAL
Guaritas vazias e soldados sem munições

07-07-2017 - El País

Tancos tem o sistema de videovigilância e os sensores de movimento avariado desde há cinco anos.

Deixando de lado as extremidades, Islândia e Nova Zelândia, não existe no mundo país mais pacífico que Portugal. Isto foi calculado no Índice Global da Paz na sua última revisão anual.

Há somente três anos, Portugal ocupava a decima quinta posição, hoje está na terceira, empatado aos pontos com o país das antípodas. Portugal é tão pacífico que há uma semana pessoas estranhas foram à base militar de Tancos e levaram armas numa viatura sem que nada os impedisse.

Portugal é pacífico até com as suas Forças Armadas. Num ranking de cinco ponto, a militarização do país está pontuada com 1,3; a segurança na sociedade 1,4 e em casos de conflitos internos e internacionais, 1 sobre 5. Recentemente faleceu um soldado português numa missão no Mali, porém, aparte essa ação, a maior tragédia militar dos últimos anos ocorreu em setembro numa instrução de comandos de elite. Saíram para exercícios em plena canícula e morreram dois soldados devido a um golpe de calor.

Desde há cinco anos, Tancos, localizado a 120 quilômetros a nordeste de Lisboa, tem o sistema de vídeo vigilância danificado, os sensores de movimento igualmente, e as 25 torres de vigia encontram-se em estado de ruína, por isso é arriscada a subida neles de qualquer soldado, pelo que se encontram vazias.

A vigilância consiste em rondas de soldados que levam meio dia a completar o perímetro, além de que vão rezando para que ninguém os ataque porque só se poderiam defender à paulada.

Desde 1980 que os mandarins do Exército decidiram que, para evitar incidentes, os soldados patrulhem com o carregador das armas selado e no cinto. Depois de conhecer isto, se o índice Global de Paz não der o primeiro prémio a Portugal no próximo ano, será uma injustiça.

Como está provado, as deficiências da base de Tancos não eram um segredo. Os assaltantes, mais de uma dezena, tinham lido no Diário da República em 19 de junho que estava aberto concurso para a reparação no lado norte, este e sul da cerca pelo valor de 316.000 euros. Por via de dúvida os ladrões não entraram pelo Oeste.

Os assaltantes sabiam perfeitamente onde estavam as armas que queriam, por onde entrar e por onde sair.

Chegaram com um camião, fizeram um buraco na cerca de arame e foram até uma vintena de poióis, porém só visitaram aqueles que tinham o material de que necessitavam (1.500 balas, 150 granadas, 40 lança granadas, explosivos, rastilhos, conectores…) e deixaram o resto. Estavam seguros que nos frigoríficos das suas casas levavam mais tempo a encontrar os iogurtes. Levavam uma lista de compras, com a diferença de que tudo era grátis. Carregaram à mão as caixas pesadas andando mais de 500 metros e, completada a tarefa saíram como haviam chegado.

Nem um tiro, nem um alto, nem um ai!

Depois de conhecer o Exército que cuida de Tancos, se o índice Global de Paz 2018 não der o primeiro prémio a Portugal, será uma injustiça.

(Traduzido. do jornal espanhol El País)

 

 

 

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