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O DESVARIO (DES)GOVERNATIVO

02-02-2024 - Pedro Pereira

Após a restauração da democracia em 1974, quatro governos socialista do governo da nação, levaram o país até à beira do abismo, com destaque para o governo Sócrates que conduziu o país quase à bancarrota em 2011 e, por tal sorte, teve de fazer um acordo in extremis com um grupo de entidades financiadoras; o Memorando de Entendimento, constituído pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu quando os cofres do Estado já não tinham capacidade para cumprir compromissos nem pagar salários aos seus funcionários no mês seguinte à “troika” injectar dinheiro nos cofres públicos.

Tão grave foi a situação, que ainda hoje o povo português continua em dívida para com o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira, na astronómica quantia de 22,3 mil milhões de euros, no âmbito do resgate da troika, ou seja, a ter de pagar o desvario da governação socialista, passados que são 13 anos e os mais que ainda hão-de vir.

Acresce que, segundo dados do Banco de Portugal, datados de Fevereiro de 2023,a dívida pública atingia nessa data a “módica” importância de 279 mil milhões de euros, que colocam o país entre os mais endividados da União Europeia e do mundo.

Assim é, que nós e as futuras gerações teremos este calvário para suportar, com os resultados que se encontram perante todos: - um país que atingiu a cauda da Europa (atrás da Roménia) e onde 40% da população se encontra na pobreza vivendo de subsídios estatais.

O desnorte e a degradação estão instalados no SNS, nos hospitais, onde faltam médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde, para além de equipamentos básicos como macas e camas, nas escolas onde os alunos não têm professores e grande parte dos professores não têm habilitações para ensinar, nas Forças Policiais, com esquadras, equipamentos e viaturas degradadas, nas Forças Armadas, onde os equipamentos estão obsoletos e a falta de soldados é grave, preocupante…

A Segurança Social que tem servido para os sucessivos governos dela retirarem fundos para equilibrar os orçamentos do Estado, encontra-se à beira da falência.

Hoje, mais uma vez, como corolário de oito anos de governança socialista, chefiado por António Costa, este, nesta data, encontra-se em regime de gestão dado se ter demitido em 7 de Novembro passado por se encontrar envolvido num processo com contornos rocambolescos, em que até o seu chefe de gabinete e melhor amigo, Vítor Escária, foi apanhado pela PSP com 75 mil euros camuflados dentro de livros e estante do seu local de trabalho na residência oficial do 1º Ministro no Palácio de S. Bento num processo relacionado com o negócio do lítio e do hidrogénio, que envolve mais personagens como Diogo Lacerda Machado, João Galamba, Nuno Lacasta e Matos Fernandes.

Esta é a cereja em cima do bolo que foi cozinhado ao longo dos últimos anos, onde a habitação para os jovens (contando-se por centenas de milhar) na maior parte academicamente qualificados, é uma miragem, dado os baixos salários que auferem, vendo-se assim obrigados a emigrar por falta de expectativas de futuro.

Numa notícia do semanário Expresso de 12 de Janeiro, com o título: “30% dos jovens nascidos em Portugal vivem fora do país”, é referido que: “Portugal tem a taxa de emigração mais alta da Europa e uma das maiores do mundo. De acordo com uma estimativa do Observatório da Emigração, 30% dos nascidos em Portugal com idades entre os 15 e os 39 anos deixaram o país em algum momento e vivem actualmente no exterior. São mais de 850 mil. Isso inclui quase um terço das mulheres portuguesas em idade fértil, o que dá cabo dos índices de fecundidade e arrasa o mercado de trabalho futuro”.

Resulta assim, uma hemorragia de mão-de-obra qualificada, que contribui gravemente para a regressão demográfica e escassez de recursos humanos.

Em contrapartida, o país vê atónito, entrar descontroladamente pelas suas fronteiras escancaradas, centenas de milhar de imigrantes ilegais, boa parte vítimas de “máfias”, empregadas, sobretudo, como mão-de-obra desqualificada na agricultura, ao preço da “uva mijona”, para além dos demais problemas com habitações insalubres e os que geram os choques de culturas em qualquer país, como aliás podemos assistir em moldes semelhantes ao que se passa actualmente em França, nas Bélgica, na Suécia, na Alemanha…

Não obstante ter chefiado os governos mais ricos (e os maiores de sempre) dos últimos cinquenta anos, e de ter sido o segundo 1º ministro que mais tempo governou Portugal em democracia, em oito anos de exercício de poder, António Costa não fez uma só reforma do Estado, nem obras estruturais eternamente adiadas como o aeroporto ou o TGV, que agora, depois de se ter demitido, vem atabalhoadamente lançar a primeira pedra, para além do caso da TAP que comprou de novo e depois acabou por colocar à venda. Muito embora tenha aumentado o salário mínimo, deixou enterrar o salário médio e apesar de ter distribuído subsídios/esmolas, conseguiu a proeza de aumentar o número de pobres. Os seus governos - sempre rodeado de tralha socrática - foram um completo desastre para o país, envoltos em escândalos que levaram à demissão de vários ministros e secretários de estado.

Passados oito anos desta bagunçada, o grande legado de Costa ao país, é uma economia dependente da receita dos impostos(bem superior aos do tempo da troika) e do turismo, uma classe média à beira do desespero e o aumento do número de pobres e dos sem abrigo.

De entre os secretários de estado e ministros demitidos ou que se demitiram relacionados com escândalos, merece destaque o ex-ministro das Infra-estruturas e da Habitação que se demitiu depois de associado a três das maiores “trampalhadas” do Governo e que acabou recém eleito secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos que, à imagem de António Costa, iniciou a sua actividade política quando tinha 14 anos. A partir daí e até hoje, a sua vida, as suas relações, funcionam normalmente a partir do seio do seu partido, tal como António Costa, por isso, ambos são face da mesma moeda. A “escola” é a mesma.

As famosas broncas do ex-ministro das Infra-estruturas e da Habitação, referem-se ao anúncio que fez de uma localização do novo aeroporto, à revelia da vontade de António Costa, que o desautorizou na comunicação social, em particular nos telejornais ao vivo e a cores; ao ter concordado através da “whatsapp” com a indemnização de 500 mil euros à ex-administradora da TAP Alexandra Reis e à decisão de o Estado injectar 3,2 mil milhões de euros na companhia aérea.

Curiosamente, quatro meses depois da sua demissão, Alexandra Reis foi nomeada pelo Governo para presidente da NAV (Navegação Aérea de Portugal) e depois ocupou durante 25 dias o lugar de Secretária de Estado do Tesouro, acabando no meio de outra “trampalhada” por ser demitida pelo ministro Fernando Medina.

Enfim, nesta etapa da História de Portugal, constatamos que o problema do país é estrutural e sistémico e, só com urgentes reformas do sistema político/eleitoral, do ordenamento do território e das chefias dos vários órgãos do aparelho autárquico e dos organismos do aparelho do Estado em geral, será possível inverter o rumo suicidário da nação.

Pedro Pereira

 

 

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