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Macron considera acordo UE-Mercosul "muito mau" e quer construir "um novo"

29-03-2024 - Lusa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou esta quarta-feira no Brasil que o acordo comercial que está a ser negociado entre a União Europeia e o bloco sul-americano Mercosul é um "acordo muito mau" e apelou à construção de "um novo".

"Prefiro bater o pé", afirmou num fórum económico em São Paulo (sudeste do Brasil), acrescentando: "tal como é negociado hoje é um acordo muito mau, para vocês e para nós".

"Não há nada neste acordo que tenha em conta a questão da biodiversidade e do clima. Não há nada. É por isso que digo que não é bom", afirmou perante uma plateia de empresários brasileiros, no segundo de três dias da visita de Estado de Emmanuel Macron ao Brasil e que faz parte de uma ambição internacional que os dois chefes de Estado pretendem promover até à COP30, que vai acontecer na cidade brasileira de Belém em 2025.

O Presidente francês apelou à conclusão de um outro acordo que tenha em conta as questões ambientais tanto para a UE como para o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia).

"Acabemos com o Mercosul de há 20 anos. Vamos construir um novo acordo (...) que seja responsável do ponto de vista do desenvolvimento, do clima e da biodiversidade", continuou.

O Presidente francês já se manifestou mais do que uma vez contra este acordo comercial, cujas regras não são, na sua opinião, homogéneas com as regras europeias.

O projeto de tratado, cujas discussões começaram em 1999, visa eliminar a maior parte dos direitos aduaneiros entre as duas zonas, criando um espaço de mais de 700 milhões de consumidores.

Depois de ter sido alcançado um acordo político em 2019, a oposição de vários países, incluindo a França, bloqueou a sua adoção final, uma oposição que se tornou mais forte com a crise agrícola que assola a Europa.

Outros países europeus, como a Alemanha e a Espanha, defendem a sua conclusão e entrada em vigor.

No início do mês, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em visita oficial ao Brasil mostrou-se confiante na assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, apesar da oposição francesa.

A Europa, "depois da guerra na Ucrânia, aprendeu a lição de que é preciso encontrar novos parceiros, diversificar as relação políticas, económicas e empresariais".

"Para a União Europeia, seria espetacular ter um acordo", porque vai "promover uma mudança na geopolítica global", frisou.

Depois do dia na Amazónia, Lula da Silva e Macron foram ao Rio de Janeiro, para uma visita, hoje, a um complexo naval situado no município de Itaguaí, onde está a ser desenvolvido um programa franco-brasileiro de submarinos.

Do Rio de Janeiro, Macron seguiu para São Paulo, e chega na quinta-feira Brasília, para um encontro com Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

 

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