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Abandono aumenta no Ensino Superior e já chega aos 26,9% nos cursos de dois anos

21-06-2024 - Joana Amorim

Há mais estudantes a desistirem um ano após o ingresso. São 45 os cursos com taxa de desemprego zero. Mais de um quarto dos alunos de mestrado são estrangeiros.

Com o número de inscritos no Ensino Superior a bater máximos de ano para ano, a taxa de abandono mantém curva ascendente entre as licenciaturas (11,1%) e os cursos de curta duração (CTeSP – 26,9%). No ano letivo passado, o peso dos alunos estrangeiros no sistema nacional continuou em alta. Ano em que 45 cursos registaram uma taxa de desemprego zero, a grande maioria na área da Saúde.

Os dados resultam de uma análise ao portal Infocursos, nesta quinta-feira atualizado, que agrega informação detalhada sobre os vários ciclos de estudo. No que concerne ao abandono, no ano passado 11,1% e 26,9% dos alunos inscritos em licenciatura e CTeSP, respetivamente, já não se encontravam inscritos um ano após ingressarem no curso. No caso dos CTeSP, valor superior havia sido registado em 2015/16 (28,4%).

Já nas licenciaturas, depois de um ténue recuo para os 10,7% (menos 0,1 pontos percentuais) em 2021/22, mantém-se a tendência de agravamento da taxa de abandono iniciada em 2019/2020, estando acima dos 10% desde o primeiro ano letivo em modo pandemia.

Nos mestrados integrados a taxa de desistência recuou 0,4 pontos, para os 3,6%; e nos mestrados 0,5 pontos, para os 15,5%. O ensino público apresentava uma taxa de desistência ligeiramente superior à do privado: 11,2% contra 10,9%.

Empregabilidade

Quanto ao desemprego registado, dos 1469 cursos listados pelo Ministério da Educação e Ciência em 45 não havia um único recém-diplomado (entre 2017/18 m 2020/21) inscrito no Instituto do Emprego e Formação Profissional (no ano letivo anterior tinham sido 49). Naquele ano, 3,1% e 3,7% dos licenciados do público e privado, respetivamente, estavam inscritos no IEFP.

Em linha com anos anteriores, a área da Saúde, nomeadamente Enfermagem e Medicina, responde por mais de 40% dos cursos com taxa de desemprego zero. Sendo que dois terços daqueles cursos eram ministrados no público, com preponderância do ensino politécnico.

Internacionais

Os estudantes internacionais, por sua vez, continuam a ganhar expressão no sistema de Ensino Superior nacional, respondendo já por 26,2% do total de alunos de mestrado. Seguem-se os CTeSP (20,1%), os mestrados integrados (16,8%) e as licenciaturas (13,5%). No mestrado integrado em Medicina Dentária da Universidade Fernando Pessoa (privada, no Porto), por exemplo, 71% dos alunos são internacionais. Em sentido inverso, há 397 cursos em que os estudantes são todos portugueses.

As estatísticas agora disponibilizadas permitem ainda aferir a classificação média final, com a maioria, tanto no público como no privado, a acabar o curso com 14 (24%) e 15 (22%) valores. E se Medicina continua a figurar entre os cursos com média de entrada mais elevada, à saída o cenário não é diferente. Entre os dez cursos com nota final média igual ou superior a 15 valores, sete são referentes a Mestrados Integrados de Medicina e os restantes três de Arquitetura.

No topo, os 506 diplomados em Medicina pela Nova de Lisboa, nos anos letivos 2020/21 e 2021/22, terminaram o curso com uma nota final média de 16,1 valores. Seguidos de perto pelos 693 diplomados da Universidade de Lisboa (16 valores).

Concurso 2024/25

As candidaturas à 1.ª fase do concurso nacional de acesso decorrem entre os dias 22 de julho e 5 de agosto, sendo os resultados divulgados a 25. Estão 55.166 vagas a concurso (+158).

Fonte: JN.pt

 

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